Oficinas gratuitas sempre despertam meu interesse, e analisar a programação do 21º Salão do Artesanato — que acontece de 1º a 5 de abril, no Pavilhão do Parque da Cidade, em Brasília — confirma a força do evento como polo de aprendizagem e inclusão da cultura brasileira.
Aberto ao público com entrada franca, o encontro reúne mestres artesãos de 21 estados e do Distrito Federal, projetos sociais, chefs do Senac DF e uma série de atividades práticas pensadas para quem quer colocar a mão na massa, conhecer saberes tradicionais e experimentar novas técnicas.
Oficinas gratuitas destacam 21º Salão do Artesanato
A proposta deste ano transforma o visitante em protagonista. Cada oficina é conduzida por artesãos que compartilham técnicas, histórias e territórios, reforçando a missão do Salão de valorizar a economia criativa e promover a inclusão social. As vagas — cerca de 30 por sessão — são limitadas e preenchidas por ordem de chegada.
Cerâmica: do belisco à criação sensorial
No Ateliê Pé d’Água, nomes como Mestre Anselmo, Geuza Joseph e Rafael Pederneiras guiam experiências que vão da técnica milenar do belisco à inusitada atividade “Cerâmica às Cegas”, na qual participantes modelam argila vendados para aguçar a percepção tátil.
Fios que contam histórias
Para quem prefere linhas e agulhas, Eliane Barroso, Adriana Piau e Luzanira Gomes ensinam crochê tradicional e crochê em lacre de alumínio. Já Emili Pereira conduz a oficina de amigurumi, técnica japonesa de bonecos em crochê que faz sucesso entre o público infantil.
Inclusão e acessibilidade em destaque
O grupo Os Eficientes, formado pelas artesãs Rose Elaine da Silva e Janete Rodrigues, ministra oficinas de fuxico com abordagem sensorial, acessível a pessoas com deficiência visual. Na sexta-feira (3), uma roda de conversa reúne Walter Santos, Bárbara Barbosa, Cesar Ascar e Charles Jatobá para debater acessibilidade e combater o capacitismo.
Manualidades diversas e upcycling
Projeto Transforme-se e MOVA-DF apresentam atividades de feltro, bonecas abayomi, costura manual, pintura em MDF e upcycling criativo, incentivando o reaproveitamento de materiais na confecção de acessórios e peças decorativas.
Sabores afetivos com o Senac DF
Na cozinha, chefs do Senac DF convidam o público a preparar receitas tradicionais como arroz Maria Isabel, frango com quiabo, arroz carreteiro e galinhada. Há ainda aulas de coquetéis brasileiros — com e sem álcool — em horários alternados para ampliar o acesso.
Programação resumida
- 1º de abril (quarta-feira) – Cerâmica, crochê em lacre, amigurumi e arroz Maria Isabel.
- 2 de abril (quinta-feira) – Feltro, fuxico, crochê e coquetéis brasileiros.
- 3 de abril (sexta-feira) – Técnica do belisco, cerâmica às cegas, roda de conversa sobre inclusão, frango com quiabo e arroz carreteiro.
- 4 de abril (sábado) – Pintura em tecido, máscaras de argila, upcycling, galinhada e repetição de arroz Maria Isabel.
- 5 de abril (domingo) – Cerâmica para a família, costura manual, laço de pontas, coquetéis e arroz carreteiro.
Serviço
21º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras
Local: Pavilhão do Parque da Cidade, Brasília (DF)
Data: 1º a 5 de abril
Horários: Quarta e quinta, 16h–22h; sexta a domingo, 11h–22h
Entrada: Gratuita | Classificação: Livre
Instagram: @salaodoartesanatooficial | Site: www.salaodoartesanato.com.br
Se você gosta de trabalhos em fios, aproveite para conferir nosso artigo sobre tendências de crochê em acessórios em modadesubculturas.com.br/categoria/croche e continue se inspirando.
O 21º Salão do Artesanato reforça seu papel como espaço de convivência e formação, oferecendo oficinas gratuitas que conectam tradição, sustentabilidade e criatividade. Programe-se, garanta sua vaga e mergulhe nessa imersão cultural.
Com informações de Portal Lago Sul
