Onicofagia descreve o ato de roer unhas e, embora pareça inofensivo, pode desencadear problemas de saúde que vão muito além da aparência das mãos.
Eu observo esse comportamento em consultórios e matérias médicas há anos e, confesso, fiquei surpresa ao descobrir quantas complicações ele pode provocar quando não é controlado.
Onicofagia: riscos de roer unhas vão além da estética
O termo médico engloba unhas das mãos e dos pés. Segundo a publicação Psychology Today, trata-se de um hábito oral patológico classificado entre os transtornos repetitivos focados no corpo, como cutucar a pele ou arrancar fios de cabelo.
Por que as pessoas roem as unhas?
Especialistas apontam a ansiedade como principal gatilho. A prática serve de válvula de escape rápido em situações de tensão – provas, reuniões ou conversas difíceis. Muitas vezes o comportamento começa na infância, por volta dos 4 ou 5 anos, seja por imitação de familiares, seja por curiosidade. Na adolescência, alterações hormonais costumam intensificar a mania, que pode permanecer na vida adulta.
Pacientes descritos como impacientes ou perfeccionistas têm maior tendência a levar os dedos à boca. Pequenas falhas nas unhas, momentos de monotonia ou puro tédio funcionam como estopim para o impulso.
Quando o hábito se torna um problema?
- Presença de dor ou sangramentos frequentes
- Infecções recorrentes nas cutículas
- Dificuldade em controlar o impulso de roer
- Sensação de alívio seguida de culpa
Nessas circunstâncias, a onicofagia deixa de ser uma mania isolada e passa a exigir atenção profissional, envolvendo psicólogos ou psiquiatras para identificar causas emocionais e estabelecer estratégias de controle.
Consequências físicas da onicofagia
- Unhas enfraquecidas e deformadas: o trauma contínuo altera o formato e facilita quebras.
- Porta de entrada para bactérias e fungos: pequenos ferimentos na pele ao redor aumentam o risco de infecções.
- Danos odontológicos: roer unhas desgasta o esmalte dentário, pode desalocar dentes e até desencadear bruxismo.
- Complicações gastrointestinais: microrganismos acumulados entram no organismo, provocando de infecções simples a verminoses.
Impacto emocional e social
Além dos prejuízos físicos, quem rói unhas costuma sentir vergonha da aparência das mãos. Evitar fotos, cumprimentos ou o uso de anéis é comum e pode levar ao isolamento social, alimentando ainda mais a ansiedade e, consequentemente, perpetuando o ciclo da onicofagia.
Estratégias para abandonar o hábito
Profissionais de saúde recomendam combinar medidas comportamentais e, em casos graves, acompanhamento médico. Entre as táticas mais citadas estão:
- Manter as unhas sempre curtas e lixadas
- Ocupar as mãos com trabalhos manuais ou objetos antistress
- Utilizar mordedores de borracha ou chicletes sem açúcar em momentos críticos
- Estabelecer metas e recompensas para cada período sem roer
- Recorrer a medicamentos ansiolíticos apenas sob prescrição
Benefícios de superar a onicofagia
Controlar o impulso não traz apenas vantagem estética. A pessoa ganha confiança, reduz o risco de doenças infecciosas, protege a saúde bucal e melhora a qualidade de vida no geral.
Se você se identificou com os sintomas descritos, considere buscar ajuda especializada. Pequenas mudanças de rotina podem representar grandes avanços no bem-estar.
Para quem aprecia cuidados com as mãos, o post sobre tendências de unhas decoradas pode inspirar novas razões para manter as unhas saudáveis e longe da boca.
Adotar estratégias de prevenção, reforçar a autoestima e procurar apoio profissional são passos decisivos para virar a página desse hábito tão comum quanto prejudicial.
Com informações de Correio Braziliense
