InícioModa AtualizadaSlayyyter domina o hyperpop: carreira, álbuns e estilo

Slayyyter domina o hyperpop: carreira, álbuns e estilo

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Eu acompanho a cena hyperpop há anos e confesso que poucas artistas me surpreenderam tanto quanto Slayyyter nos últimos lançamentos.

Slayyyter virou sinônimo de energia crua e estética irreverente no hyperpop. De uma infância em um trailer no Missouri ao palco do Coachella 2026, a cantora norte-americana transformou demos do SoundCloud em uma carreira festejada pela crítica.

Slayyyter domina o hyperpop: carreira, álbuns e estilo

Catherine Garner, nome de batismo da artista, começou a publicar músicas independentes em 2018. O reconhecimento veio rápido: Rolling Stone, The Fader e V Magazine destacaram a originalidade de singles como “Mine”, lançado no início de 2019. Ainda naquele ano, a colaboração com Charli XCX e Kim Petras em “Click” cravou Slayyyter como novo rosto do subgênero pop mais experimental da atualidade.

Da infância no Missouri ao SoundCloud

Criada nos arredores de St. Louis, a cantora traz nas letras referências da vida suburbana. O diálogo direto com fãs pela internet, especialmente no SoundCloud, criou base fiel que a acompanhou em cada nova fase musical.

Primeiro álbum e consolidação

“Troubled Paradise”, lançado em 2021 pela gravadora Fader, mesclou electropop e rock industrial. Faixas como “Venom”, “Self Destruct” e “Dog House” exibem batidas agressivas que lembram Avril Lavigne e Gwen Stefani, inspirações declaradas pela artista. O disco marcou a despedida da estética anos 2000 presente nos primeiros EPs e consolidou Slayyyter como força criativa própria.

STARFUCKER e a crítica à fama

Dois anos depois, em 2023, chegou “STARFUCKER”. O trabalho satiriza Hollywood, ironizando vaidade e excessos. Em entrevista à Interview Magazine, Slayyyter revelou que se afastou do pop tradicional para mergulhar no techno alemão e no pós-punk oitentista. O resultado foi um álbum denso, repleto de linhas de baixo sombrias que ampliaram o leque sonoro da cantora.

WOR$T GIRL IN AMERICA: maturidade artística

Lançado em 27 de março de 2026, o terceiro disco, “WOR$T GIRL IN AMERICA”, recebeu nota 85 no Metacritic. A obra entrega confissões pessoais e desconstrói padrões do mainstream, reforçando a independência criativa da artista. A participação no Coachella, marcada para 10 de abril, impulsionou ainda mais a procura pelo álbum e consolidou Slayyyter como uma das revelações do festival.

Estilo visual que reflete a música

O apelido “Worst Girl in America” também descreve o visual messy da cantora, comparado à fase 2010 de Ke$ha. Peças de faux fur, botas over-the-knee e rendas marcam presença constante, enquanto elementos boho surgem em cintos chamativos e silhuetas fluidas.

  • Botas altas e couro sintético
  • Faux fur colorido
  • Rendas e transparências
  • Maquiagem de olhos esfumados com pontos de luz
  • Lábios em tons neutros para contraste

A estética camp, misturada ao contexto interiorano onde cresceu, cria identidade visual coerente com as sonoridades distorcidas do hyperpop que produz.

Por que prestar atenção em Slayyyter?

Com três álbuns de estúdio, aval da crítica internacional e previsão de turnê mundial pós-Coachella, Slayyyter se mostra nome incontornável para quem acompanha o pop futurista. Caso queira explorar mais sobre moda e música alternativa, vale conferir nosso conteúdo sobre tendências subculturais em Moda Subcultural.

Slayyyter prova que autenticidade ainda é a melhor receita para conquistar público e imprensa. A artista entrega hits dançantes, letras ácidas e, acima de tudo, personalidade — combinação que mantém o hyperpop em plena ebulição.

Com informações de Steal The Look

Escrito por:

Priscila Moraes