Brasileiras no Met Gala sempre despertam minha curiosidade, pois evidenciam a força criativa do país em um dos tapetes vermelhos mais disputados do planeta.
Marcado para a primeira segunda-feira de maio, o baile de gala do Costume Institute do Metropolitan Museum of Art, em Nova York, combina moda, cultura pop e filantropia. A cada edição, um tema guia estilistas, celebridades e marcas na produção de visuais que rapidamente viralizam nas redes sociais.
Brasileiras no Met Gala: looks icônicos que marcaram época
A seguir, relembre — em ordem cronológica — as produções que fizeram história e posicionaram o Brasil no mapa do evento.
Sônia Braga — 1990
A estreia brasileira no baile aconteceu em 1990. Sônia Braga surgiu com um vestido vermelho que mesclava veludo e paetês, alinhado ao tema “Théâtre de la Mode: Bonecas da Moda: A Sobrevivência da Alta-Costura”. Mesmo sem livestreams na época, a imagem permanece emblemática.
Gisele Bündchen — 1999 a 2023
- 1999: slip dress Versace para “Rock Style”.
- 2010: minivestido de franjas Alexander Wang em “Mulher Americana: Moldando uma Identidade Nacional”.
- 2011: longo vermelho criado por Alexander McQueen, tema da mostra daquele ano.
- 2018: peça sustentável Versace durante “Corpos Celestiais: Moda e Imaginação Católica”.
- 2023: Chanel vintage na homenagem “Karl Lagerfeld: A Line of Beauty”.
Alice Braga — 2008
No ano de “Superheroes: Fashion and Fantasy”, Alice Braga optou por um midi brilhante Giorgio Armani, reforçando a versatilidade da atriz entre cinema e moda.
Alessandra Ambrósio — 2010 e 2016
Estreante em 2010 com um Versace alinhado ao tema americano, a modelo retornou em 2016 com Balmain prateado para “Manus x Machina: A Moda na Era da Tecnologia”, look lembrado pelo efeito futurista em metal.
Carol Trentini — 2007, 2019 e 2023
Desde a primeira aparição em 2007, com um Versace amarelo dedicado a Paul Poiret, Trentini se tornou figura frequente:
- 2019: vestido-esqueleto Thom Browne em “Camp: Notas sobre Moda”.
- 2023: modelo pintado à mão por Danielle Frankel na edição “Na América: Uma Antologia da Moda”.
Anitta — 2021 a 2023
- 2021: recortes ousados Peter Dundas + sandálias Alexandre Birman (“Na América: Um Léxico da Moda”).
- 2022: Moschino azul marinho com colar de pérolas criado por Jeremy Scott.
- 2023: Marc Jacobs preto e branco para “A Line of Beauty”.
Valentina Sampaio — 2021
A supermodelo desfilou um Iris van Herpen de construção escultural durante “Na América: Um Léxico da Moda”, chamando atenção para detalhes futuristas em mangas e recortes.
Bruna Marquezine — 2024
A tão aguardada estreia veio em 2024. Vestindo Tory Burch off-white adornado por flores e joias Tiffany & Co., Bruna incorporou perfeitamente “Belas Adormecidas: O Despertar da Moda”. A expectativa é que ela retorne na próxima edição.
Isabeli Fontana — 2004 e 2012
Primeiro com Vera Wang no tema “Ligações Perigosas”, depois com Schiaparelli para “Schiaparelli e Prada: Conversas Impossíveis”, Isabeli reforçou a hegemonia das tops brasileiras no evento.
Adriana Lima — 2015 e 2017
Entre 2014 e 2017, a ex-Angel marcou presença. Dois looks ficaram na memória:
- 2015: Marc Jacobs vermelho para “China: Através do Espelho”.
- 2017: Versace preto com fenda na homenagem a Rei Kawakubo/Comme des Garçons.
Camila Coelho — 2019
A criadora de conteúdo debutou em 2019, de Diane von Furstenberg vibrante, alinhada ao exagero “Camp”.
Como funciona a lista de convidados?
A curadoria é controlada por Anna Wintour. Marcas compram mesas — ingressos podem chegar a US$ 75 mil — e indicam nomes que vestirão a grife. A lista final, incluindo cada look, precisa da aprovação da editora da Vogue.
Quer saber mais sobre celebridades e tendências? Veja também como o crochet aparece repaginado nas passarelas atuais em nosso especial sobre crochê moderno.
Com tantas brasileiras no Met Gala, o tapete vermelho comprova a influência nacional na moda global — e deixa o suspense: quem será a próxima a brilhar?
Com informações de Steal the Look
