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Relógios Casio e Citizen voltam à moda e conquistam Gen Z

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Relógios Casio e Citizen reaparecem nos pulsos da Geração Z como símbolo de estilo, nostalgia Y2K e fuga do excesso de telas. Eu acompanho de perto a indústria de acessórios e fiquei impressionada com a velocidade com que modelos clássicos, antes vistos como simples marcadores de hora, tornaram-se objeto de desejo nas redes sociais e nos brechós online.

Dados da plataforma de revenda Chrono24 mostram que, entre pessoas de 14 a 28 anos, as vendas de dress watches finos, mostrador limpo e pulseira de couro cresceram 44 % desde 2018. Nessa corrida, Casio e Citizen lideram com designs atemporais, preços acessíveis e forte apelo sentimental.

Relógios Casio e Citizen voltam à moda e conquistam Gen Z

A procura é tanta que o famoso Casio F91W, lançado nos anos 90, virou item de colecionador no Depop com a hashtag #Y2Kwatch. Já a Citizen encerrou 2025 com avanço de 6,6 % em vendas, enquanto várias marcas suíças de luxo registraram quedas de dois dígitos.

Por que os jovens trocam o celular pelo relógio de pulso?

  • Desconexão consciente – olhar as horas sem desbloquear a tela evita o “buraco negro” das notificações.
  • Nostalgia Y2K – buscas pela estética 2000 aumentaram 891 % desde novembro de 2024, segundo o Google Trends.
  • Mercado circular – peças vintage aparecem em brechós por um terço do preço original, com charme de uso prévio.
  • Minimalismo discreto – celebridades como Zendaya, Emma Chamberlain e Jacob Elordi exibem modelos simples, sem ostentação.

Modelos mais cobiçados

De acordo com a TopDownTrading, três referências dominam as listas de espera:

  1. Casio F91W – leve, face preta de 34 mm e pulseira resinada.
  2. Casio A168WA – caixa cromada que remete a editoriais dos anos 90.
  3. G-Shock vintage – versões coloridas que misturam resistência e estética retrô.

Entre os Citizen, o destaque vai para os dress watches com mostradores entre 36 e 38 mm e pulseira de couro marrom, perfeitos para quem quer um look clássico sem abrir mão de personalidade.

A lógica da “joia de pulso” na era pós-luxo

Tradicionalmente associados a marcos de status, relógios de luxo perdiam espaço para smartphones multifuncionais. O cenário mudou quando a Geração Z passou a valorizar peças com história: arranhões, pulseiras gastas e mostradores levemente amarelados agora contam pontos. Um Cartier Tank vintage, antes inalcançável, surge em apps de revenda por valores bem menores, reforçando a ideia de circularidade e consumo consciente.

Dados que comprovam o revival

Além dos 11,7 milhões de posts com #nostalgia no Instagram em 2025, as pesquisas por filmes dos anos 90 dobraram na última década. Esse sentimento, batizado por estudiosos de anemoia – saudade de um passado não vivido –, alimenta a demanda não apenas por relógios, mas também por câmeras de filme, CDs e vinis, cujas vendas dispararam nos últimos três anos.

Como incorporar o acessório ao estilo diário

Especialistas de moda sugerem começar com um modelo neutro. Um Casio metálico combina tanto com alfaiataria oversized quanto com jeans e camiseta. Já os Citizen de couro funcionam bem com peças de estética old money. O segredo é deixar que o relógio conte a história: quanto mais patina ganhar com o tempo, melhor.

Independente do modelo escolhido, a tendência aponta para relógios finos, de fácil leitura e sem excesso de complicações mecânicas. O objetivo é simples: marcar as horas e, ao mesmo tempo, dar personalidade ao look sem prender o usuário a mais uma tela.

Perspectivas para 2026

Analistas de mercado preveem que o movimento continuará forte. Se, em 2024, o foco estava em sneakers exclusivos, 2025 elevou os relógios analógicos ao posto de “pequeno luxo acessível”. Para 2026, espera-se a consolidação de colaborações entre marcas de moda e fabricantes de relógios clássicos, ampliando ainda mais o alcance entre jovens consumidores.

No universo das tendências, tudo indica que a hora dos relógios Casio e Citizen voltou – e não deve passar tão cedo.

Quer ficar por dentro de outras voltas surpreendentes da moda? Confira também nosso artigo sobre peças dos anos 2000 que reapareceram nas passarelas em Tendência.

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Com informações de Steal The Look

Escrito por:

Priscila Moraes