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Celine inaugura nova era focada em styling e peças usáveis

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Nova era da Celine — Eu acompanho de perto as mudanças no mercado de luxo e confesso que me surpreendi com a velocidade com que a grife francesa voltou ao radar das tendências desde que Michael Rider assumiu a direção criativa em 2025.

Em pouco mais de um ano, o estilista norte-americano reposicionou a marca, misturando códigos preppy ao DNA parisiense e devolvendo fôlego a itens esquecidos, como o jazz shoe e a bolsa Luggage. O resultado já aparece no ranking da Lyst: a Celine estreia em 20º lugar entre as marcas mais quentes e emplaca seu sapato de jazz na 4ª posição entre os produtos mais desejados da temporada de verão 2026.

Celine inaugura nova era focada em styling e peças usáveis

Rider, ex-Polo Ralph Lauren e antigo membro da equipe de Phoebe Philo, evita manifestos teóricos. Seu mantra é simples: roupa para o dia a dia, baseada em fórmulas fáceis e styling inteligente. O design pode não ser revolucionário, mas a proposta de olhar o guarda-roupa por outro ângulo atrai tanto consumidores fiéis quanto novos adeptos.

Equilíbrio entre passado e presente

Sob o guarda-chuva do conglomerado LVMH, a Celine precisa entregar resultados sólidos. Para isso, Rider mistura referências de seus antecessores: relança hits de Philo, preserva o logomania de Hedi Slimane e aplica acabamentos urbanos que dialogam com a Geração Z.

Principais truques de styling vistos na passarela

  • Lenços multitarefas: usados meio para dentro da lapela, em formato cowboy ou até enrolados no rosto.
  • Sobrecamadas criativas: gola rolê sob suéter V profundo ou duas T-shirts leves sobrepostas.
  • Acessórios maximalistas: anéis em todos os dedos, colares coloridos empilhados, óculos oversized e broches posicionados no ombro.
  • Cintos protagonistas: versões statement com fivelas imponentes, em corrente metalizada ou vários ao mesmo tempo para alterar a silhueta.
  • Toque artesanal: miçangas e ráfia misturadas à alfaiataria, colares de conchas no inverno e luvas de couro vibrantes.
  • Acabamentos despretensiosos: punhos dobrados, jaqueta amarrada na cintura e colarinhos desalinhados que humanizam o look.
  • Cores primárias sem medo: blocos monocromáticos, ton sur ton ou pontos de cor isolados — como jazz shoe lima quebrando o P&B.

Por que o mercado responde tão rápido?

A estratégia combina pragmatismo comercial com desejo imediato. Ao manter produtos com logo — moletons, camisetas e o monograma Triomphe aplicado até em biquínis — a grife garante fluxo de caixa, enquanto novidades como bijoux artesanais e color blocking alimentam o buzz nas redes sociais.

Reação do público e próximos passos

Consumidores que se identificavam com o indie chic de Slimane não se sentem excluídos, e os órfãos da “era Philo” finalmente veem sinais da sofisticação funcional que admiravam. Segundo analistas de mercado, essa capacidade de dialogar com diferentes tribos explica por que a Celine subiu tão rapidamente nos índices de busca e engajamento digital.

Em releases recentes, a maison descreve o momento atual como “mistura de velho e novo que parece urgente e inspiradora”. Se depender dos números, o equilíbrio proposto por Michael Rider cumpre a promessa: criar peças que todos sonham em usar sem perder o perfume de exclusividade.

Para quem deseja mergulhar ainda mais fundo nas tendências que transitam das passarelas para as ruas, vale conferir nosso dossiê sobre cores primárias aplicadas à estética de rua contemporânea.

Com a mistura calculada de nostalgia, pragmatismo e ousadia, a Celine prova que há espaço para inovação mesmo quando o objetivo é, simplesmente, vestir bem.

Com informações de Steal The Look

Escrito por:

Priscila Moraes