Eu acompanho de perto o mercado de fragrâncias e me surpreendi quando vi a dimensão do novo passo do Boticário: a criação de Hadiya, marca totalmente dedicada à perfumaria árabe.
Investimento sem precedentes
O lançamento representa o maior aporte em fragrâncias já feito pelo Grupo Boticário. O valor destinado é, em média, 50% superior ao registrado em qualquer linha anterior da empresa.
Meta ousada para 2026
• Crescimento projetado: 300%
• Horizonte: próximos dois anos
• Foco: ampliar portfólio inspirado no Oriente Médio
Mais que um perfume, Hadiya inaugura um território estratégico dentro da companhia.
Ingredientes de luxo
Para sustentar a ambição, a marca adotou novos protocolos, metodologias e testes sensoriais rigorosos. A estrela da fórmula é o Oud Assam, considerado o tipo mais puro e valioso do mundo, normalmente restrito a produtos importados de alto custo.
Potência olfativa
A fragrância chega com alta concentração e promessa de fixação de até 12 horas. O perfil inclui:
- Madeiras intensas
- Especiarias quentes
- Nuances adocicadas
É um perfume que ocupa espaço sem pedir licença — exatamente como o público brasileiro tem procurado.
Design com história
O frasco remete a ânforas milenares, evocando rituais e tradição, mas traz acabamento contemporâneo para dialogar com a identidade da marca.
Linha premium ganha força
O preço de estreia, R$ 389, posiciona Hadiya acima das linhas clássicas do Boticário. A concentração elevada, os insumos raros e a embalagem elaborada justificam o ticket mais alto, alinhando a novidade à estratégia premium do grupo.
Referência que vem de longe
O flerte do Boticário com notas árabes não é novo: Tanit e Tuareg, lançados nos anos 1990, já exploravam acordes intensos. A diferença agora está no consumidor mais familiarizado, na tecnologia própria e na escala de investimento.
Hadiya é, portanto, a declaração pública de que a companhia quer liderar o movimento que transformou a perfumaria árabe de nicho em fenômeno de massa no Brasil.

Escrito por Neide Souza

