Eu acompanho de perto a febre dos cronogramas capilares e me surpreendi ao ver como um copo d’água tem dominado as conversas sobre cuidados com cachos. O chamado teste de porosidade, que leva apenas um minuto, passou a ser a primeira etapa para quem busca fios definidos e sem frizz.
Por que a porosidade importa
A capacidade de o cabelo absorver e reter nutrientes determina se tratamentos caríssimos vão funcionar ou não. Sem esse diagnóstico, máscaras de hidratação podem se perder em cutículas fechadas ou escorrer por fibras danificadas, desperdiçando tempo e dinheiro.
Passo a passo do teste em 1 minuto
- Lave o cabelo somente com shampoo neutro, eliminando qualquer resíduo que altere o resultado.
- Deixe secar ao natural.
- Separe um fio que tenha caído durante o penteado.
- Coloque-o em um copo transparente cheio de água filtrada.
- Aguarde exatamente 60 segundos sem mexer no recipiente.
Como ler o resultado
- Fio boiando: porosidade baixa – cutículas muito fechadas.
- Fio no meio da água: porosidade média – estrutura considerada saudável.
- Fio no fundo: porosidade alta – cutículas abertas ou danificadas.
Tratamento direto ao ponto
- Porosidade baixa: hidratação profunda para flexibilizar as cutículas.
- Porosidade média: nutrição constante mantém o equilíbrio natural.
- Porosidade alta: reconstrução imediata com queratina sela e devolve massa proteica.
Quando repetir o procedimento
O comportamento do fio muda conforme clima, química e rotina de calor. Repetir o teste periodicamente evita erros comuns, como sobrecarregar cachos com óleos quando eles precisam apenas de água.
Impacto na transição capilar
Para quem abandona alisamentos, saber a porosidade ajuda a manter a definição dos novos cachos e a reduzir quebras. O micronível do fio revela se a estrutura interna está íntegra ou se exige reposição de proteínas antes de qualquer outro cuidado.
Ao adotar esse diagnóstico rápido, consumidores ganham controle sobre o cronograma capilar e direcionam cada etapa — hidratação, nutrição ou reconstrução — exatamente quando o fio pede.
Imagem: Júlio Cesar Lisboa

