Eu acompanho de perto as tendências de crochê e me chamou atenção como o chamado Xale Vírus ganhou espaço nas feiras e redes de artesanato. O modelo, famoso pelos leques geométricos e caimento leve, virou aposta certeira para os dias amenos.
Triângulo que cresce sem mistério
O formato surge a partir do centro da parte superior da peça. Uma sequência ritmada de correntinhas e pontos altos forma leques sobrepostos, aumentando de maneira lógica nas extremidades e no bico. Depois da quarta carreira, o desenho se repete, permitindo crochetar enquanto se assiste a uma série ou se conversa, sem necessidade constante de consultar gráfico.
Fios que valorizam o desenho
- Algodão fino: confere elegância e leve transparência.
- Lãs mescladas de transição lenta (gradient cakes): criam efeito de cor sem trabalho extra.
- Fios matizados de troca longa: evitam que mudanças bruscas escondam os leques.
Tamanho sob medida
A execução é interrompida quando o artesão desejar. Pode resultar em um lenço estreito, conhecido como baktus, ou se estender até formar um xale amplo que envolve o corpo.
Sequência fundamental do ponto
- Início com círculo mágico ou correntinhas.
- Base de arcos para receber os pontos altos.
- Primeira carreira de pontos altos em grupos, criando a primeira onda de leques.
- Carreira vazada de pontos altos intercalados por correntinhas.
- Expansão constante com aumentos nas bordas e no centro, mantendo o triângulo estável.
Ferramentas que fazem diferença
- Agulha meio a um número acima do indicado no rótulo: garante drapeado e evita rigidez.
- Bloqueio final: lavagem e secagem com a peça esticada abre o ponto e evidencia o padrão rendado.
Aposta de venda para 2026
Arejado, porém protetor contra o frescor matinal, o Xale Vírus alia visual contemporâneo ao charme clássico do crochê. Pela facilidade de personalizar cor e tamanho, tornou-se item cobiçado tanto para presentear quanto para comercializar no próximo outono.
Imagem: Júlio Cezar Lisboa

