Eu acompanho as passarelas e o street style e fiquei surpresa ao ver como o xale de crochê voltou a disputar espaço com casacos clássicos, mostrando força tanto em eventos formais quanto no dia a dia.
Versatilidade que atravessa estações
O xale de crochê consolidou-se como o acessório mais adaptável do guarda-roupa feminino. Antes lembrado apenas para aquecer, hoje ele agrega luxo artesanal a produções de gala e combinações urbanas.
Fios nobres elevam o status da peça
• Lã merino e seda são as escolhas favoritas de artesãs.
• O material premium garante conforto térmico sem peso excessivo.
• Resultado: peças atemporais que equilibram maciez e brilho.
Contraste de texturas renova o visual
Especialistas sugerem misturar pontos rendados grossos com tecidos leves, como linho. O contraste cria um efeito boho chic, muito valorizado em climas tropicais e em produções casuais de meia estação.
Do escritório à festa
• Sobre camisa branca ou blazer, o xale assume a função do cardigã, adicionando estilo sem aumentar volume.
• À noite, versões em off-white, preto ou cinza chumbo reforçam a elegância de vestidos e macacões.
Execução rápida: passo a passo essencial
1. Agulha 4,0 mm e fio de espessura média garantem movimento.
2. Inicie com anel mágico e suba três correntinhas.
3. Trabalhe blocos de pontos altos separados por duas correntinhas; aumente no centro e nas extremidades para formar o “V”.
4. Repita a sequência até atingir 1,50 m ou mais.
5. Arremate com pontos baixos e aplique franjas nas bordas inferiores.
Conservação prolonga o luxo artesanal
• Lave sempre à mão, em água fria e sabão neutro, sem esfregar.
• Seque na horizontal, sobre toalha e à sombra, evitando deformação.
• Guarde dobrado em sacos de TNT ou algodão; cabides podem esticar o fio.
Lendo diagramas sem mistério
Dominar gráficos de crochê facilita a reprodução de modelos de qualquer lugar do mundo.
• Xales triangulares começam no centro da base ou na ponta inferior, conforme indicado pelas setas.
• Símbolos-chave: círculo oval = correntinha; cruz com traço = ponto alto.
• A repetição precisa desses sinais cria a geometria que faz o xale cair de forma fluida e simétrica sobre os ombros.
Imagem: Lucas Sampaio

