Eu acompanho de perto o movimento das roupas feitas à mão e me surpreendi quando notei o crochê dominando novamente a moda para bebês e crianças. A técnica, passada de geração em geração, retorna como sinônimo de durabilidade, conforto e exclusividade em qualquer estação.
Por que o feito à mão voltou ao topo
Pais e estilistas apontam o valor emocional como principal motor desse renascimento. Quando cada ponto é executado manualmente, a peça carrega afeto tangível, diferenciando-se dos itens produzidos em massa e garantindo um toque de nostalgia aliado à sofisticação.
Matéria-prima amiga da pele sensível
A delicadeza da pele infantil exige fios específicos. Especialistas recomendam:
- Algodão 100% e bambu, por serem macios e respiráveis;
- Lãs superwash, formuladas para bebês, que evitam irritações;
- Fugir de fios sintéticos ásperos;
- Descartar materiais que soltem pêlos, como o mohair, para prevenir desconforto e inalação de fiapos.
Modelos que unem charme e funcionalidade
- Rompers texturizados: práticos na troca de fraldas e arejados para o verão.
- Cardigãs com botões de madeira: camada extra de aconchego na meia-estação.
- Toucas de bichinhos: protegem do vento e rendem fotos irresistíveis.
- Vestidos com pala redonda: caimento elegante, ideal para eventos familiares.
- Sapatinhos e botas de crochê: mantêm os pés aquecidos sem apertar.
Cores que quebram o rosa e azul
A cartela atual expande horizontes com tons terrosos, mostarda, verde-menta e cinza-mescla, todos de perfil unissex. Para um visual clássico, vale misturar pastéis suaves e finalizar com detalhes em cores vibrantes, criando contraste elegante.
Referências para reproduzir em casa
Uma seleção de gráficos de pontos e fotos de peças prontas demonstra desde tramas fantasia elaboradas até a simplicidade dos pontos altos. As imagens servem de guia para adaptar fios, cores e tamanhos, comprovando que o crochê artesanal continua sendo a forma mais carinhosa e estilosa de vestir quem está crescendo rápido demais.
Imagem: Davy anuel

