Eu acompanho tendências de artesanato há anos e notei um movimento forte: os caminhos de mesa em crochê voltaram a reinar nas salas de jantar brasileiras.
Os trilhos de algodão, cheios de desenhos de abacaxi, leques ou flores, entregam aconchego sem esconder a beleza do tampo de madeira ou vidro. Veja como acertar no tamanho, evitar deformações e reproduzir modelos que atravessam gerações.
Proporção certa faz toda a diferença
Um trilho curto aparenta encolhido; um longo demais atrapalha as cabeceiras. A etiqueta indica sobra de 20 cm a 30 cm pendendo em cada extremidade da mesa.
Como calcular o comprimento antes de tecer
- Meça o tampo completo.
- Some de 40 cm a 60 cm ao total da receita para garantir a “queda”.
- Peças com bicos pesados ou franjas cedem mais; ajuste alguns centímetros extras.
Cantos retos sem babados
Muitos modelos têm um centro retangular e carreiras de contorno. Para que as quinas de 90° não virem nem emburquem, a matemática dos aumentos é crucial.
• Nos cantos, costuma-se triplicar pontos ou adicionar correntes extras.
• A solução clássica usa leques: 2 pontos altos, 2 correntes, 2 pontos altos no mesmo espaço.
Seguir a contagem exata nos gráficos garante superfície plana e aparência profissional.
Modelos tradicionais que permanecem atuais
- Caminho de Mesa Espiral
- Filé com rosas
- Leques contínuos
- Desenho de abacaxi duplo
Esses gráficos permitem recriar peças iguais às da casa da avó, agora com toques modernos de cor ou fio.
O retorno dos caminhos de mesa em crochê mostra como a decoração afetiva continua forte em 2026, unindo memória, técnica e um visual atemporal que valoriza qualquer ambiente.
Imagem: Davy anuel

