Eu acompanho de perto as movimentações do artesanato de alto padrão e fiquei impressionado ao ver como os squares de crochê assumiram o protagonismo absoluto em 2026. O que antes remetia apenas ao trabalho das avós agora dita tendência em passarelas internacionais, projetos de interiores e produções slow fashion.
Do ateliê para o centro das atenções
Os populares “granny squares” conquistaram status de item de luxo ao combinarem tradição manual com estética contemporânea. A estrutura modular permite criar mantas, casacos e objetos de decoração totalmente personalizados, transformando fios simples em peças únicas.
Paletas que refinam o visual
- Monocromático degradê – variações de uma mesma cor garantem elegância discreta.
- Contraste vibrante – misturar tons opostos, como azul-marinho e terracota, injeta energia e vira ponto focal.
Escolher as cores certas é o primeiro passo para que o crochê deixe de parecer rústico e passe a ser reconhecido como design.
Texturas que elevam o padrão
Especialistas sugerem alternar algodão egípcio, de toque macio e acabamento fosco, com fios que exibem leve brilho ou superfície aveludada. Essa combinação cria relevo, acrescenta profundidade visual e prolonga a durabilidade da peça.
Acabamento invisível é obrigatório
Em vez de costuras aparentes, a preferência atual recai sobre a união invisível. Pontos baixos ou a agulha de tapeçaria promovem transição imperceptível entre os blocos, garantindo caimento fluido em mantas, casacos e coletes estruturados.
Do sofá às passarelas
• Mantas luxuosas e capas de almofada adicionam aconchego a salas modernas.
• Cardigãs de patchwork e coletes ganharam espaço no universo slow fashion, provando que a técnica se adapta a qualquer guarda-roupa.
Peças pequenas, impacto máximo
Para quem deseja começar, projetos como bolsas de mão e o disputado bucket hat oferecem aprendizado rápido sem abrir mão do impacto visual. O charme dos squares é justamente a impossibilidade de reprodução em massa: cada ponto carrega a identidade de quem cria.
Valorizar o feito à mão em pleno avanço da digitalização demonstra que paciência, criatividade e afeto continuam relevantes — e lucrativos — em 2026.
Imagem: Sabrina

