Eu acompanho a trajetória do Instagram desde os primeiros filtros retrô e confesso que me impressiona ver como a rede, prestes a completar 15 anos, virou o endereço principal da cultura pop digital.
Quando o app surgiu, em 2010, era basicamente um álbum de fotos mobile. Hoje, é palco de tendências que explodem em minutos e de comunidades que se formam em tempo real. Para entender essa transformação, ouvimos Claudia Gurfinkel, diretora de parcerias com criadores e figuras públicas da Meta no Brasil.
Do feed estático ao motor da cultura pop
• O crescimento dos vídeos curtos colocou o Reels no centro da experiência.
• Lives, colaborações e stickers interativos reforçaram o lado de entretenimento.
• A plataforma se assumiu como espaço onde memes e modas nascem antes de migrar para outras redes.
Reels e Edits: dois marcos recentes
Claudia destaca a chegada do Reels como o primeiro grande ponto de virada. A ferramenta transformou a rede social em vitrine de formatos dinâmicos e elevou a audiência de quem aposta em vídeos.
Em abril de 2026, outro passo: o lançamento do Edits, aplicativo de edição de vídeo pensado para facilitar a produção e abrir espaço para efeitos mais elaborados diretamente no celular.
Formatos mais próximos ganham força
Notas, Close Friends e Canais surgiram para atender quem prefere dividir certas postagens apenas com um círculo restrito ou com fãs mais engajados. Segundo a executiva, o público quer:
- interação direta com amigos e criadores favoritos;
- conteúdo exclusivo em ambientes controlados;
- sensação de comunidade sem a pressão do feed aberto.
O que define sucesso em 2026?
Não há fórmula única, mas Claudia aponta quatro pilares constantes:
- Autenticidade na mensagem;
- Cuidado intencional com a comunidade;
- Frequência que faça sentido para o criador;
- Conteúdo que mantenha o público engajado.
Próxima parada: inteligência artificial
Para os próximos meses, a Meta aposta em novas ferramentas de criação movidas por IA. A expectativa é oferecer recursos que simplifiquem roteiros, edição e efeitos, sem perder a assinatura artística de cada perfil.
“Seguiremos inovando, ouvindo a comunidade e fortalecendo parcerias”, resume Claudia, sinalizando que o Instagram quer continuar relevante, seguro e alinhado ao que seus mais de dois bilhões de usuários esperam assistir – e criar.
Imagem: Reprodução/Internet

