Eu acompanho de perto a evolução da moda praia artesanal e me surpreendi ao ver como o forro — muitas vezes ignorado — virou o ponto-chave para transformar biquínis de crochê em peças de luxo.
Forro: alicerce invisível da peça
O revestimento interno impede transparências quando o tecido molha, evita que o crochê ceda com o peso da água e protege a pele dos nós. Sem esse suporte, o visual perde firmeza e conforto.
Elasticidade é regra
Helanca e poliamida com elastano lideram a lista de tecidos ideais. Ambos secam rápido e acompanham cada movimento do corpo. A cor também conta:
- Forro no mesmo tom da linha cria acabamento clássico.
- Tons de pele destacam os pontos e simulam transparência sofisticada.
Preparação antes da agulha
O forro deve ser recortado 0,5 cm a 1 cm menor que a peça de crochê. Essa folga garante tensão certa quando o biquíni é vestido. Depois do corte, o chuleio ou uma dobra fina protege as bordas de fio, cloro e água salgada.
Ponto que some aos olhos
A costura invisível, ou ponto oculto, precisa de fio de poliamida ou poliéster na mesma cor da peça e de uma agulha fina.
- Alfinete o forro no centro e avance para as bordas, esticando levemente.
- Insira a agulha na dobra do forro, capture apenas uma fibra do crochê pelo avesso e retorne à dobra.
- Mantenha distância de 0,5 cm entre um ponto e outro.
- Não aperte demais: a costura deve acompanhar a elasticidade do crochê.
Áreas de tensão pedem cuidado extra
Nas cavas e no decote, o forro costuma virar para fora. A solução é prender o tecido logo abaixo da última carreira de pontos baixos, bem junto à borda.
Quando há elástico
Em modelos com elástico embutido, o forro atua como canaleta: envolve o elástico, esconde-o e evita contato direto com a pele. O resultado é segurança máxima para natação ou movimentos intensos, sem comprometer o conforto.
Imagem: Júlio Cezar Lisboa

