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quinta-feira, janeiro 22, 2026
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Bullying infantil: cicatriz invisível domina a autoestima adulta

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Eu acompanho de perto as discussões sobre saúde emocional nas escolas e me impressionei quando descobri como pequenos gestos de crueldade na infância ainda ecoam décadas depois. A volta às aulas, que deveria ser sinônimo de reencontros felizes, continua trazendo ansiedade para quem já foi alvo de brincadeiras ofensivas ou agressões veladas.

Marcas que ultrapassam o pátio da escola

O pedagogo Benjamin Horta explica que o bullying, quando ignorado, deixa “manchas emocionais” capazes de acompanhar a pessoa por toda a vida. Dificuldade de se reconhecer no espelho, baixa autoconfiança e sensação constante de inadequação são reflexos mais comuns na fase adulta.

Campanha leva o tema para dentro de casa

Para incentivar o diálogo, a campanha #VanishSalvaSeuUniforme transformou, em 2025, o curta‐metragem “A Mancha do Bullying” — premiado em Cannes — em livro no ano seguinte. Flávia Alessandra e Giulia Costa aderiram à iniciativa e contaram experiências próprias, questionando o que esses episódios silenciosos podem causar no futuro.

  • Livro “Escola Sem Bullying” — R$ 52,00
  • Edição vendida na Amazon — R$ 35,99

Primeiro passo: identificar os sinais

Segundo Horta, é comum que a criança esconda o sofrimento. Pais e professores devem observar:

  • Isolamento repentino
  • Silêncio fora do padrão
  • Oscilações de humor
  • Queda nas notas
  • Manchas ou danos frequentes no uniforme

Nesse ponto, a marca Vanish usa a metáfora de remover manchas físicas para alertar sobre as emocionais, reforçando a importância de conversar.

“Começa no olhar”, lembra Giulia Costa

A atriz relata que o julgamento visual foi o gatilho de muitas agressões que sofreu. “Descobri que mudar a aparência não resolve um problema estrutural; falta empatia”, afirma. Ela defende o fortalecimento do autoconhecimento na adolescência.

Bullying on-line amplia o alcance da violência

No ambiente digital, a agressão deixa de ser pontual e passa a ser pública e incessante. Giulia destaca que até a casa, antes vista como refúgio, perde a sensação de segurança, reforçando a necessidade de responsabilidade digital.

Consequências na vida adulta

Horta observa que a busca por validação raramente termina com o fim do ensino básico. Sem ressignificação, o adulto tende a moldar suas atitudes pelo medo de rejeição, negando aspectos de sua identidade.

Escuta ativa como ferramenta de cura

Para Flávia Alessandra, a chave é “escuta sem julgamento, diálogo constante e presença”. Ambientes que toleram agressões afetam não só a vítima, mas toda a comunidade escolar. Falar sobre o tema ajuda a reescrever histórias e lembrar que a violência sofrida não define quem a pessoa é.

Discussão continua no podcast

No episódio mais recente do “Pé No Sofá”, Vanish, Giulia Costa e Flávia Alessandra retomam o assunto, reforçando que conversa aberta é o melhor removedor de manchas emocionais.

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