Eu acompanho projetos de interiores diariamente e me surpreendi ao perceber como pequenos ajustes de composição conseguem transformar um cômodo sem trocar nenhum móvel. A seguir, veja por que muitos ambientes parecem desconectados e o que fazer para deixar tudo em harmonia.
Composição: o elo invisível entre os objetos
Composição é o modo como cores, materiais e volumes se relacionam no espaço. Não depende de tendências ou peças caras; depende de criar equilíbrio, contraste e repetição. O mesmo objeto pode parecer perfeito em um lugar e estranho em outro apenas pelo contexto em que foi inserido.
Quatro correções que mudam tudo
- Repita um elemento-chave
Se uma poltrona caramelo domina a sala, espalhe discretamente o mesmo tom em almofadas, detalhes de quadros ou pequenos enfeites. O olhar identifica a ligação e o ambiente ganha coesão. - Aposte em conjuntos, não em peças soltas
Objetos espalhados dão impressão de desordem mesmo com a casa limpa. Agrupe itens — três velas em bandeja, porta-retratos na mesma prateleira — e crie blocos fáceis de ler. - Escolha um protagonista
Quando tudo chama atenção, nada se destaca. Se o tapete é estampado, mantenha sofá e almofadas neutros. Se o sofá é vibrante, deixe o tapete discreto. A hierarquia visual organiza o cenário. - Deixe o vazio trabalhar
Paredes e nichos não precisam ficar lotados. Espaços vazios ajudam o cérebro a descansar e valorizam o que permanece. Retire um quadro, aumente o vão entre prateleiras e observe a diferença.
Bagunça ou ruído visual?
Muitas vezes a casa está limpa, mas a mistura de estilos, cores e alturas cria poluição visual. A composição corrige esse ruído sem engessar o ambiente: faz tudo parecer pensado, não uniforme.
Seu estilo, sua assinatura
O lar reflete fases da vida e gostos pessoais. Se algo parece fora de lugar, não significa trocar tudo. Pequenos ajustes de repetição, agrupamento, foco e respiro bastam para que a decoração conte sua história de forma clara.
Imagem: Reprodução/Internet

