Eu sigo de perto as novidades do crochê praiano e notei um movimento claro: quem produz saias longas está trocando o fio tradicional para evitar que a peça “despencar” depois do primeiro uso.
Criar uma saída de praia que chegue aos tornozelos sem deformar virou tema central entre artesãs. O peso do próprio tecido estica a trama, mas especialistas já apontam caminhos seguros para manter o caimento perfeito até o fim do verão.
Por que o fio importa tanto
O material responde por grande parte da durabilidade. Testes práticos confirmam:
- Poliamida – como o fio Verano – pesa pouco, quase não absorve água e resiste à gravidade.
- Algodão mercerizado entrega toque natural, desde que trabalhado com tensão de ponto firme.
- Polipropileno, vendido como “fio de seda”, oferece brilho e praticamente não cede.
Pontos que seguram a forma
Uma saia longa precisa de respiro para balançar sem alargar. Três tramas se destacam:
- Ponto V ou redinha cria treliça leve na região das pernas.
- Ponto leque intercalado amplia a barra no estilo sereia sem pesar na cintura.
- Ponto tombadinho reforça laterais e quadril, garantindo estabilidade.
Ajustes obrigatórios durante a confecção
Mesmo com o fio correto, é preciso driblar a gravidade:
- Cós com elástico roliço embutido impede que a peça escorregue conforme o barrado ganha massa.
- Construir de cima para baixo dá chance de vestir a saia em cada etapa e corrigir folgas.
- Blocagem de amostra: pendure um teste lavado com peso para saber exatamente quanto o ponto cede.
Cores e estilos que dominam 2026
O boho chic segue forte com tons neutros – bege, cru e off-white – realçando o trabalho manual. Quem busca exclusividade aposta no patchwork, unindo motivos diferentes de crochê numa mesma peça para um visual vibrante à beira-mar.
Sem inventar truques miraculosos, a combinação de fio sintético leve, pontos arejados e ajustes em tempo real garante que a saída de praia longa mantenha o desenho original passo após passo na areia.
Imagem: Júlio Cezar Lisboa

