Eu acompanho de perto as pesquisas sobre saúde cutânea e me chamou atenção a velocidade com que dermatologistas passaram a recomendar a vitamina B3 para mulheres no climatério. A explicação envolve a queda brusca de estrogênio e o impacto direto na barreira de proteção da pele.
Estrogênio em baixa, barreira em risco
Com menos estrogênio circulando, a produção de ceramidas e óleos naturais despenca. Essas moléculas formam a película que segura a água dentro da epiderme. Sem elas, a pele afina, resseca e ganha o aspecto reativo descrito pelos especialistas como xerose cutânea.
Por que a vitamina B3 se destaca
A niacinamida consegue ir além da hidratação de superfície. Em concentrações de 2% a 5%, ela estimula a própria pele a refazer:
- ceramidas
- ácidos graxos essenciais
- proteínas estruturais como queratina e filagrina
O resultado prático é um aumento da espessura da camada córnea e menor perda de água transepidérmica, tornando a pele menos sujeita a coceiras e irritações.
Manchas, sensibilidade e acne tardia
A oscilação hormonal potencializa melasma e manchas solares. A vitamina B3 bloqueia a transferência de melanina para as células da camada mais externa, prevenindo novas marcas e suavizando as já existentes.
A ausência de estrogênio também pode deixar a testosterona em evidência, favorecendo espinhas na menopausa. O ativo seborregula e acalma a inflamação sem ressecar, mantendo poros limpos.
Como inserir na rotina
Dermatologistas sugerem fórmulas que associem niacinamida a ácido hialurônico ou peptídeos, garantindo hidratação e reparo simultâneos.
- Manhã: aplicar o sérum antes do protetor solar para reforçar a defesa contra poluição.
- Noite: usar após a limpeza suave com cleansing balm ou leite de limpeza, funcionando como camada restauradora.
Tolerância para peles sensíveis
Ao contrário de ácidos esfoliantes, a vitamina B3 apresenta alta compatibilidade até em quadros de rosácea. Isso faz do ingrediente o padrão-ouro para quem busca rejuvenescimento sem risco de ardor ou descamação.
A combinação desses efeitos coloca a niacinamida no centro da estratégia dermatológica para enfrentar o ressecamento extremo e as alterações de tom típicas da pele na menopausa.
Imagem: Júlio Cezar Lisboa

