Eu acompanho de perto a cena do handmade e me surpreendi com a velocidade com que o top Rainbow de crochê passou de tendência de nicho a item obrigatório nas praias brasileiras. A peça colorida, feita apenas com sobras de fios, virou símbolo do Verão 2026 e reforça o apelo da moda circular.
Por que a peça virou febre
O modelo combina duas forças que ditam o comportamento de consumo neste ano: a estética vibrante do arco-íris e a urgência por práticas sustentáveis. Cada top nasce da técnica de color block, criando faixas horizontais ou radiantes que realçam o busto. Como o material parte de restos de novelos, não há duas peças iguais.
Curadoria de fios antes da agulha
- Aproxime espessuras semelhantes (TEX). Se um fio for muito fino, trabalhe com dupla meada.
- Acomode cores em degradê ou em pares complementares, como azul e laranja, para evitar aspecto aleatório.
Padronize a tensão, misture texturas
Muitos artesãos temem unir fibras distintas. O segredo está em manter a mesma tensão entre os pontos. Essa uniformidade permite mesclar algodão fosco com fio acetinado, criando relevo tátil típico do beachwear de luxo.
Construção do busto
- Comece pelos dois bojos, em pontos baixos, garantindo sustentação.
- Mude de cor a cada duas carreiras para alcançar o listrado icônico.
- Ao trocar o fio, conduza o anterior dentro dos novos pontos; nós não ficam aparentes.
Alças à prova d’água
Finalize com correntinhas reforçadas por ponto baixíssimo. Esse reforço mantém a forma mesmo quando o top está molhado.
Truques de modelagem que elevam a silhueta
- Use tons escuros na base do busto e claros no topo para efeito lifting.
- Forre a peça com malha neutra (bege ou chocolate). O forro evita transparência e preserva as fibras contra cloro e sal.
Versatilidade pós-praia
Fora da areia, o top funciona como cropped. Combine com shorts de cintura alta ou camisa de linho aberta e transite do deck da piscina a eventos urbanos sem trocar de roupa.
A explosão de cores, a história por trás de cada sobra de fio e o cuidado manual comprovam que, em 2026, o verdadeiro luxo está na criatividade sustentável.
Imagem: Júlio Cezar Lisboa

