Eu acompanho a temporada de couture há anos e, desta vez, fiquei impressionada com a energia que invadiu Paris. Estreias poderosas, direções criativas renovadas e coleções cheias de frescor fizeram da semana de alta-costura mais comentada dos últimos tempos.
Estreias movimentam a semana
Jonathan Anderson apresentou sua primeira alta-costura na Dior, enquanto Matthieu Blazy debutou na Chanel. Do lado feminino, Silvana Armani assumiu a Giorgio Armani Privé na coleção que marca o primeiro desfile da casa após a morte do fundador. Já Alessandro Michele mudou o formato de apresentação da Valentino e Daniel Roseberry, na Schiaparelli, suavizou volumes e estruturas. Tudo isso em um métier restrito, porém decisivo para o restante da moda.
5 tendências que escapam do ateliê
- Couture para todo dia – Roupas de execução impecável aparecem pensadas para compromissos corriqueiros, deixando a ideia de “somente tapete vermelho” no passado.
- Aves raras – Plumas e silhuetas inspiradas em pássaros tomam conta das criações de Valentino, Schiaparelli e Chanel, celebrando leveza e liberdade.
- Transparências – Tecidos ultrafinos e quase etéreos surgem em Dior, Armani Privé e Valentino, criando efeito de segunda pele sofisticada.
- Sinal verde – Dos neons suavizados aos tons pastel, nuances esmaecidas de verde são a principal aposta cromática da estação.
- Flores em todo lugar – Bordados, estampas e texturas florais despontam como assinatura de verão em Dior, Schiaparelli e Armani Privé.
As passarelas confirmam: mesmo exclusivo, o ateliê de alta-costura dita rumos que logo chegarão às araras do prêt-à-porter mundo afora.


