Eu acompanho as voltas que a moda dá e confesso que me surpreendi quando a tang jacket voltou a aparecer nos feeds do mundo inteiro. A peça, nascida na China imperial, atravessa séculos e conquista de novo as ruas – sem perder o simbolismo que carrega.
O que faz da tang jacket um ícone
A jaqueta, tradicionalmente chamada de tangzhuang, é fácil de identificar:
- Pankou – laços artesanais que substituem botões ou zíperes;
- Gola mandarim – curta, reta, sem dobras, a mesma vista no qipao consolidado na dinastia Qing.
Releituras que acenderam o radar
• Adidas desenvolveu no ano passado uma versão voltada ao mercado local para celebrar o Ano-Novo Chinês. A etiqueta apostou em silhueta streetwear, tecidos esportivos e manteve os pankou como assinatura.
• The Row e Rohé incluíram interpretações minimalistas em suas coleções recentes.
• Marcas chinesas como Sau Lee e Shanghai Tang lançam variações recorrentes, reforçando o diálogo entre herança e contemporaneidade.
Entrando nos looks de agora
Mais que tendência passageira, o retorno da tang jacket pede resgate de memória e identidade. Nas produções atuais, ela surge de várias formas:
- Com jeans – deixa o visual casual e versátil para o dia a dia.
- Sobre suéter de gola alta – garante conforto térmico em dias frios.
- Oversized – na leitura da Adidas, combina volume extra e vibe urbana.
- Em look monocromático – substitui o blazer tradicional e renova conjuntos de uma cor só.
- Novas texturas – versões em couro ou veludo adicionam informação de moda.
- Com saia balonê – cria contraste entre a alfaiataria oriental e o volume contemporâneo.
Enquanto o passado fornece a essência, o presente amplia possibilidades de uso. O resultado é uma peça que transita do esportivo ao refinado sem perder seu valor cultural.


