Suspeito de matar irmã é como Marcos Pereira Soares, de 23 anos, passou a ser conhecido desde que o corpo de Estefane Pereira Soares, 17, foi achado em um córrego de Cuiabá. Eu acompanho o desenrolar desse caso e me chamou atenção o relato da manicure Luanny Beatriz Santos, que diz ter vivido três horas de terror com o investigado na noite anterior ao homicídio.
Segundo Luanny, Marcos tentou arrombar o estúdio de unhas onde ela trabalhava sozinha na terça-feira (10). A profissional registrou parte da abordagem em vídeos divulgados no Instagram. “Ele queria porque queria entrar”, descreveu.
Suspeito de matar irmã tentou invadir estúdio, diz manicure
Três horas de tensão em frente ao estúdio
As primeiras movimentações de Marcos foram captadas pelas câmeras de segurança por volta das 22h. Nas imagens, ele veste calça branca e camiseta vermelha, circula pela calçada, olha por baixo da porta de rolo e simula ter ido embora, mas retorna diversas vezes. “Desde as 22h ele rondava aqui; quando minhas clientes saíram, ele veio direto para a porta”, relatou Luanny.
A manicure diz ter se trancado no interior do salão e telefonado para parentes enquanto observava o homem escondido atrás de uma árvore. De acordo com ela, Marcos insistia que precisava “trocar dinheiro” como pretexto para entrar. A tentativa de invasão se estendeu até 1h18 da madrugada de quarta-feira (11).
Reconhecimento após o crime
Horas depois, conhecidos enviaram a Luanny notícias sobre o assassinato de Estefane e fotos do suspeito algemado. Ao ver as imagens, a manicure o identificou como o homem que tentara entrar no estúdio. “Ele matou e jogou a própria irmã no córrego; isso poderia ter acontecido comigo”, desabafou.
Corpo encontrado e prisão
O corpo de Estefane foi localizado na noite de quarta-feira (11) em um córrego no bairro Morada da Serra, apresentando sinais de violência sexual. Familiares que acompanhavam as buscas apontaram Marcos como o agressor. Ele foi preso na manhã de quinta-feira (12) e levado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Histórico criminal e possível falha judicial
Registros da Justiça mostram que Marcos já havia sido condenado por homicídio em 2020, quando matou um vizinho, e figurou como investigado pela morte de uma tia em 2018, ainda menor de idade. Apesar do histórico, ele estava em liberdade havia poucos dias. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso apura se houve erro processual que permitiu a soltura.
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do feminicídio, do possível estupro e da tentativa de invasão relatada pela manicure. Marcos deve responder por homicídio qualificado, estupro e outros crimes que venham a ser confirmados durante o inquérito.
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O caso segue em apuração, e novas informações poderão ser divulgadas pelas autoridades nos próximos dias. Continue acompanhando nossas publicações para entender cada desdobramento.
Com informações de Primeira Página
