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Nova York exige ensino de tratamento para cabelos cacheados em escolas de salão

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Nova York exige ensino de tratamento para cabelos cacheados — Eu acompanho de perto iniciativas antidiscriminatórias nos Estados Unidos e fiquei impressionada quando surgiu a determinação que muda o currículo das escolas de beleza no estado.

A partir de agora, instituições que formam profissionais de salão em Nova York terão de incluir, no conteúdo obrigatório, técnicas específicas para tratar, cortar e pentear cabelos cacheados, ondulados ou crespos. O objetivo oficial é combater práticas de discriminação racial que ainda ocorrem quando pessoas com esse tipo de fio procuram serviços de beleza.

Nova York exige ensino de tratamento para cabelos cacheados em escolas de salão

Segundo a ordem divulgada nesta sexta-feira (22), publicada no portal oficial do governo, os centros de formação deverão comprovar que o treinamento em texturas naturais terá o mesmo peso dado historicamente ao ensino de alisamento e coloração. Só depois da adequação será possível manter a licença de funcionamento.

Por que a mudança era necessária

  • Denúncias de clientes que relataram recusa de atendimento ou cobranças adicionais por ter cabelo cacheado.
  • Falta de padronização no currículo, que fazia muitos profissionais se formar sem qualquer noção de cortes ou tratamentos adequados para fios com curvatura.
  • Pressão de organizações de direitos civis, que apontam a falha técnica como uma forma indireta de racismo.

Como será o novo currículo

O departamento responsável pela regulamentação dos salões definiu que o módulo de cachos deve englobar:

  1. Identificação de tipos de curvatura.
  2. Rotinas de hidratação e finalização.
  3. Técnicas de corte em cabelo seco.
  4. Uso de produtos livres de substâncias agressivas.
  5. Boas práticas de atendimento para reduzir preconceitos.

As escolas que já ministram aulas sobre o tema precisarão documentar a carga horária. Já quem ainda não oferece a disciplina terá prazo para incluir docentes capacitados, além de material didático atualizado.

Fiscalização e prazos

De acordo com o texto oficial, a inspeção começará nos próximos meses. Caso uma instituição não cumpra a exigência, poderá perder a autorização para diplomar novos profissionais.

Repercussão no setor de beleza

Sindicatos de cabeleireiros receberam a notícia com entusiasmo. Muitas profissionais destacam que a mudança amplia o mercado e oferece atendimento digno a quem sempre precisou recorrer a salões especializados.

Especialistas em diversidade também consideram a medida um avanço. Eles observam que discriminação capilar afeta diretamente a autoestima e as oportunidades de trabalho de pessoas negras e latinas.

Próximos passos

Com a ordem já publicada, o governo nova-iorquino promete divulgar cartilhas de orientação para ajudar escolas e salões a se adaptar rapidamente. O estado espera servir de modelo para outras regiões dos EUA.

Em paralelo, movimentos sociais continuarão monitorando denúncias para avaliar se a iniciativa reduz, de fato, os casos de preconceito dentro dos estabelecimentos de beleza.

Para quem acompanha o universo dos hair stylists, a obrigatoriedade representa uma virada que pode inspirar mudanças semelhantes em outras áreas do país.

Se você gosta de temas ligados a texturas naturais, vale conferir nosso especial sobre finalização em cabelos cacheados, com dicas de produtos e técnicas que fazem sucesso nos bastidores da moda.

Com a nova diretriz, Nova York passa a tratar a formação profissional como ferramenta de inclusão, reforçando que conhecimento técnico e respeito caminham juntos.

Com informações de New York Post

Escrito por:

Priscila Moraes