Eu acompanho de perto as novidades em fitoterapia e fiquei surpresa ao ver duas plantas comuns dominando as conversas sobre cuidado capilar nos últimos meses.
Fios quebradiços, ressecados e opacos levam muita gente a investir em fórmulas químicas caras. Porém, pesquisas e uso tradicional apontam para uma solução mais simples: ativos vegetais capazes de nutrir o cabelo desde a raiz.
Por que plantas funcionam tão bem?
A estrutura do fio depende de queratina, proteína cuja síntese exige vitaminas e minerais específicos. Algumas espécies botânicas concentram esses nutrientes em alta quantidade, entregando resultados que muitos cosméticos sintéticos não conseguem alcançar.
As protagonistas do momento
- Alecrim (Rosmarinus officinalis) — estimula a circulação no couro cabeludo, aumentando o aporte de nutrientes aos folículos. Esse efeito favorece o nascimento de fios novos e combate a queda.
- Aloe vera (babosa) — seu gel retém água com eficiência, garantindo hidratação imediata. As enzimas presentes removem resíduos e células mortas, desobstruindo o caminho para o crescimento saudável.
Soma de forças
Quando usados em conjunto, os dois extratos entregam um tratamento completo: o alecrim age no fortalecimento e na velocidade de crescimento, enquanto a babosa devolve brilho e maciez.
Modos de aplicação
- Infusão concentrada de alecrim — prepare um chá forte, deixe esfriar e aplique como último enxágue. A prática ajuda a manter o couro cabeludo equilibrado.
- Máscara de gel fresco de babosa — espalhe o gel diretamente nos fios, aguarde 20 minutos e enxágue. O resultado é redução imediata de frizz e selagem das cutículas.
Adotar ingredientes naturais não se resume a estética: é uma escolha sustentável que diminui o contato com substâncias agressivas. Relatos indicam melhora visível de textura e luminosidade já nas primeiras aplicações.
Para obter o melhor desempenho, utilize as plantas in natura ou procure produtos que contenham extratos padronizados. Assim, o cabelo recebe nutrição profunda e cresce mais forte por muito mais tempo.
Imagem: Júlio Cesar Lisboa

