Eu acompanho o universo da moda artesanal há anos e me surpreendi ao ver como as blusas de crochê ganharam espaço nos armários de quem busca leveza sem abrir mão de estilo.
O trabalho manual passou de tendência pontual a item permanente nos dias quentes. Feitas ponto a ponto, essas peças permitem que a pele respire enquanto exibem texturas sofisticadas — combinação difícil de encontrar na produção em massa.
Fio certo faz diferença no calor
O conforto começa na escolha da linha. Em climas tropicais, fibras naturais evitam o superaquecimento. O algodão se destaca por absorver a umidade e manter o toque agradável, mesmo sob sol forte.
• Processos de mercerização adicionam brilho e resistência.
• Espessura fina cria rendas leves; média entrega estrutura sem exigir forro.
Três cortes que nunca saem de moda
- Quadrados artesanais: pequenos módulos geométricos formam o corpo da blusa. Pode ser monocromática para visual sóbrio ou multicolorida para quem prefere alegria extra.
- Regata rendada: pontos bem abertos desenham flores ou arabescos. Levíssima, funciona sozinha ou sobreposta a tops básicos.
- Ombro a ombro: decote que valoriza o colo, garante ventilação e costuma receber barrados ou babados, reforçando a feminilidade.
Combinações que funcionam do mar ao escritório
Equilibrar texturas evita excesso de informação visual. Tecidos lisos e estruturados completam o look sem competir com o crochê.
• Calças de linho ou saias em fibras naturais realçam a elegância.
• Jeans de corte reto cria contraste urbano, especialmente com o modelo de quadrados.
• Para ambientes profissionais informais, aposte em cores neutras — bege, branco ou azul-marinho — que mantêm a sobriedade.
Por que escolher o feito à mão
Cada ponto traz a história de quem teceu. Além de valorizar o tempo humano, a produção artesanal evita desperdício: o fio é usado na medida exata para cada tamanho. O resultado é uma roupa durável, exclusiva e carregada de significado — um investimento que vai além da estação.
Imagem: Júlio Cezar Lisboa

