Eu acompanho de perto as idas e vindas das tendências e fiquei surpresa ao ver a clássica boina Kangol, modelo 504, aparecer em praticamente todos os feeds de moda neste inverno do hemisfério norte.
Do front das batalhas de rap ao street style
A Kangol nasceu na Inglaterra em 1938, dedicada a chapéus militares. Décadas depois, o modelo 504 — lançado nos anos 1950 — ganhou fama global quando rappers dos anos 80 e 90 o adotaram virado para trás, deixando o logo em evidência. Essa assinatura visual consolidou a peça como símbolo do hip-hop e do streetwear. Agora, com o revival dos anos 90 e 2000, a boina retorna ao topo das tendências.
Como o modelo 504 aparece nos looks atuais
• Inverno urbano: combinada a jaquetas de couro e xadrez, a boina completa produções pesadas para o frio.
• Versão Furgora: o modelo felpudo, todo em “pelinho”, é o preferido para temperaturas baixas por acrescentar textura extra.
• Ponto de cor: fashionistas apostam em tons vibrantes da boina para quebrar composições neutras.
• Clássico atualizado: óculos escuros e alfaiataria recebem o acessório para ganhar personalidade sem perder elegância.
• Básico com atitude: jeans e camiseta se transformam quando a 504 entra em cena.
• Streetwear hi-lo: camisas oversized, bermudas largas e um sapato sofisticado criam contraste interessante.
• Look de verão: a peça substitui o boné com tops leves, saias ou calças e tamanco de dedo.
• Estilo praia: shorts curtíssimos, colares em camadas e estampas tropicais também recebem bem a boina.
Frio ou calor: versatilidade comprovada
Apesar de ser item favorito no inverno, a Kangol 504 mostra que funciona o ano todo. Seu formato estruturado e a possibilidade de uso virada para trás garantem identidade imediata aos visuais, seja na cidade, seja à beira-mar.
Onde encontrar no Brasil
A boina original só chega ao país por meio de lojas de importação, mas opções semelhantes aparecem em varejistas nacionais. Quem busca o modelo autêntico precisa recorrer a importadoras; já quem quer apenas o efeito de estilo pode investir em alternativas disponíveis em marketplaces e fast fashions locais.
Imagem: Reprodução/Internet

