Eu sigo de perto a rotina de quem curte piscina no verão e me surpreendi ao ver quantos cachos ainda sofrem por causa de um hábito simples: ligar o chuveiro no máximo logo depois do mergulho.
Cloro + calor: dupla que ameaça a curvatura
O cloro já retira a umidade natural dos fios. Quando a água do banho também chega quente, o ressecamento se intensifica. Entender essa combinação é fundamental para preservar definição, brilho e elasticidade.
- Abertura exagerada das cutículas – o calor escancara as escamas, deixando a fibra porosa.
- Perda de óleos protetores – a temperatura elevada dissolve o sebo que os cachos espalham com dificuldade.
- Frizz fora de controle – fios desidratados ficam arrepiados e sem forma.
- Desbotamento acelerado – pigmentos descolorem mais rápido em tons naturais ou tingidos.
A hélice dos cabelos cacheados é naturalmente frágil. Sob impacto químico do cloro, metais como cobre e o choque térmico do chuveiro, a quebra pode acontecer na hora.
Primeiro passo: esfrie o banho
Assim que sair da piscina, enxágue com água fria ou morna. Essa medida simples ajuda a selar as cutículas dilatadas pelo cloro.
Limpeza profunda e reposição de lipídios
- Shampoo quelante – remove resíduos de cloro e metais, preparando o fio para receber tratamento.
- Máscara de nutrição intensa – devolve lipídios indispensáveis ao movimento dos cachos.
- Condicionador de pH ácido – fecha as cutículas, retendo nutrientes.
- Último enxágue gelado – potencializa o selamento e aumenta o brilho.
Por que vale insistir na água fria
Ao trocar o banho quente por temperaturas baixas, os nutrientes permanecem dentro da fibra capilar. O resultado aparece em cachos macios, com menos frizz e finalização mais fácil.
Cabelos cacheados respondem rápido às mudanças de rotina. Evitar a água quente após o cloro não é apenas conforto térmico; é prevenção contra danos que podem levar meses para serem revertidos em cronogramas capilares. A manutenção começa no chuveiro.
Imagem: Júlio Cezar Lisboa

