Eu acompanho o movimento do amigurumi há anos e fiquei surpresa ao ver a capivara de crochê dominar bancas de feiras e redes sociais nas últimas semanas. A proposta junta o charme do maior roedor do planeta à delicadeza do trabalho manual, criando uma peça que atrai iniciantes e veteranos da agulha.
A popularidade não vem só da aparência simpática. O processo de produção, detalhado abaixo, oferece foco, relaxamento e estímulo cognitivo, benefícios confirmados por uma pesquisa global liderada pela Dra. Pippa Burns.
Materiais indispensáveis
- Fio 100% algodão nos tons castanha e madeira
- Agulha de crochê 3,0 mm
- Olhos de segurança pretos de 8 mm
- Fibra siliconada para enchimento
- Agulha de tapeceiro
- Marcador de pontos
Passo a passo resumido
- Inicie a cabeça com anel mágico, evitando abertura central.
- Trabalhe as primeiras carreiras em castanha; troque para madeira para formar o focinho.
- Insira os olhos entre as carreiras 12 e 13 antes do fechamento.
- Molde a base com aumentos e diminuições em ponto baixo.
- Adicione fibra aos poucos para manter o formato firme.
- Costure pequenas orelhas, feitas em fio madeira, no topo da cabeça.
Tensão e acabamento profissional
Manter a mesma tensão em todo o trabalho evita buracos visíveis. No final, aplique o falso anel mágico para selar os pontos de modo quase invisível. Um discreto bordado em linha preta sobre o focinho garante expressão extra sem comprometer a estrutura.
Mais que artesanato: benefícios comprovados
A pesquisa chefiada por Pippa Burns aponta que o crochê:
- Reduz níveis de estresse ao exigir atenção plena;
- Estimula memória e concentração durante a execução dos pontos;
- Promove sensação de bem-estar, relatada por milhares de participantes.
Transformar novelo em capivara, portanto, vai além de produzir um objeto decorativo: é uma prática de autocuidado que ganha força exatamente por unir criatividade, técnica e saúde mental.
Imagem: Sabrina

