Eu acompanho rotinas de beleza há anos e ainda me surpreendo com o quanto uma chapinha pode ajudar – ou destruir – um cabelo em minutos. Entender esse equilíbrio é o que separa o liso espelhado dos fios queimados.
Temperatura no ponto certo
O termômetro da prancha é o primeiro vilão quando o assunto é dano. A recomendação varia conforme a espessura do fio:
- Finos: 150 °C a 170 °C
- Normais: 170 °C a 190 °C
- Grossos: até 200 °C
Cheiro de queimado ou pontas que ficam esbranquiçadas durante o processo indicam que a temperatura já ultrapassou o limite seguro.
Protetor térmico é indispensável
Antes de qualquer aparelho quente chegar ao cabelo, o protetor térmico deve ser aplicado em toda a extensão dos fios. O produto cria uma barreira que reduz a perda de água e evita a abertura excessiva da cutícula.
Passo a passo seguro
- Seque completamente o cabelo; calor sobre fios úmidos intensifica os danos.
- Higienize a chapinha com frequência para não transferir resíduos queimados.
- Deslize a prancha apenas uma vez por mecha; repetir quebra a película protetora formada pelo produto térmico.
Riscos do uso constante
O calor excessivo compromete a cutícula, camada que protege a fibra capilar. Quando ela se abre demais, o fio fica poroso, opaco e propenso a partir. O alerta não vale só para chapinhas: escovas progressivas e procedimentos com formol também elevam a temperatura interna do cabelo.
Por isso, especialistas indicam realizar alisamentos com um profissional ou, caso opte pelo cuidado caseiro, seguir todas as orientações de temperatura, proteção e manutenção.


