InícioCosméticosCosméticos e dermocosméticos: diferenças que impactam sua pele

Cosméticos e dermocosméticos: diferenças que impactam sua pele

-

Cosméticos e dermocosméticos movimentam um mercado que coloca o Brasil como terceiro maior consumidor mundial de produtos de beleza, segundo a ABIHPEC.

Eu venho acompanhando as discussões sobre cuidados pessoais e me surpreendi ao notar quantas pessoas ainda confundem as duas categorias na hora de comprar cremes, séruns ou shampoos.

Cosméticos e dermocosméticos: diferenças que impactam sua pele

Entender as particularidades de cada tipo de produto é essencial para evitar irritações, descamações ou simplesmente o desperdício de dinheiro com fórmulas inadequadas para o seu caso.

O que define cada categoria

Para a professora Claudete Carvalho, da FADERGS, o cosmético é voltado a benefícios sensoriais ou estéticos imediatos, sem necessidade de provar cientificamente sua eficácia. Já o dermocosmético contém ativos estudados, capazes de agir em problemas específicos como manchas, oleosidade ou linhas de expressão.

  • Cosméticos: uso superficial, foco em fragrância, textura e hidratação leve.
  • Dermocosméticos: penetram camadas mais profundas, contam com estudos clínicos e costumam ser indicados por profissionais.

Como a Anvisa classifica

No Brasil, não existe um registro oficial de “dermocosmético”. A Anvisa separa os itens de beleza em dois níveis:

  1. Grau 1: produtos com função básica e sem comprovação de eficácia (maioria dos cosméticos).
  2. Grau 2: fórmulas que precisam demonstrar ação específica, como proteção solar, anticaspa ou clareamento de manchas — grupo que o consumidor costuma chamar de dermocosméticos.

Riscos do uso inadequado

A popularização de rotinas de skincare em redes sociais levou adolescentes de 14 anos a usarem retinoides potentes, relata Claudete. O resultado foi pele ressecada e irritada, pois o ativo estimula renovação celular e exige prescrição conforme idade e tipo de pele.

Problemas comuns do uso errado incluem:

  • Alergia e vermelhidão;
  • Descamação excessiva;
  • Aumento de acne ou sensibilidade no couro cabeludo.

Quando procurar um profissional

Tratamentos para acne ou hiperpigmentação envolvem fases de adaptação. Um dermatologista, esteticista ou outro especialista ajusta concentrações de ativos como vitamina C e ácido hialurônico, combinando cosméticos e dermocosméticos conforme a evolução da pele.

Sem essa orientação, o consumidor corre o risco de investir em frascos caros que ficarão esquecidos na prateleira ou, pior, agravar uma condição existente.

Dicas para escolher com segurança

  • Leia o rótulo e verifique se há indicação de Grau 2.
  • Pesquise o ativo principal e sua finalidade clínica.
  • Consulte um profissional antes de incluir ácidos ou retinoides na rotina.
  • Observe a data de validade e condições de armazenamento.

Se você deseja aprofundar seu conhecimento sobre ingredientes de beleza que estão em alta, confira nosso guia atualizado em modadesubculturas.com.br/cosmeticos, onde detalhamos tendências e modos de aplicação.

Entender a diferença entre cosméticos e dermocosméticos ajuda a montar uma rotina mais eficaz, economizar e, principalmente, manter a saúde da pele a longo prazo. Continue navegando pelo site para descobrir outras dicas de beleza capazes de transformar seu autocuidado diário.

Com informações de O Povo

Escrito por:

Priscila Moraes