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Cosméticos e dermocosméticos: veja a diferença essencial

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Cosméticos e dermocosméticos movimentam um dos maiores mercados de beleza do planeta; eu acompanho esse setor de perto e notei como a distinção entre essas duas categorias define desde a eficácia até o preço dos produtos.

O Brasil, terceiro maior consumidor global de itens de beleza, lançou centenas de novidades em 2023, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). Entender o que de fato diferencia um frasco rotulado como dermocosmético de um simples cosmético evita desperdício de dinheiro e possíveis irritações cutâneas.

Cosméticos e dermocosméticos: veja a diferença essencial

Na prática, ambos prometem melhorar a aparência, mas atuam em níveis distintos da pele ou do couro cabeludo. A professora Claudete Carvalho, do curso de Estética e Cosmética da FADERGS, resume: cosmético traz benefícios sensoriais; dermocosmético entrega resultados clínicos sustentados por estudos.

Como a Anvisa classifica os produtos

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não reconhece oficialmente o termo “dermocosmético”. Em vez disso, divide o setor em dois graus:

  • Grau 1 – Produtos de uso superficial, sem necessidade de comprovar eficácia (cremes hidratantes básicos, shampoos de uso diário, batons comuns).
  • Grau 2 – Fórmulas que exigem testes, pois prometem ação específica, como reduzir manchas, controlar oleosidade ou oferecer fotoproteção. É aqui que os dermocosméticos se encaixam.

Essa classificação garante que ativos potentes, como retinoides ou filtros solares, cheguem ao consumidor com segurança e documentação técnica.

Por que o termo “dermocosmético” ganhou força

Com a popularização das rotinas de skincare nas redes sociais, sobretudo entre jovens, produtos de Grau 2 passaram a ser vistos como solução rápida para questões como acne, linhas de expressão e hiperpigmentação. Vídeos no TikTok mostram adolescentes de 14 anos aplicando séruns com retinol – composto que acelera a renovação celular, mas pode ressecar peles muito jovens.

O resultado, alerta Claudete Carvalho, são reações como descamação, vermelhidão ou até aumento da oleosidade de rebote. “Quando o consumidor não tem orientação profissional, ele arrisca dinheiro e saúde”, diz.

Principais diferenças em um relance

  1. Comprovação científica: obrigatória nos dermocosméticos; opcional nos cosméticos.
  2. Alcance: ação profunda e focada (dermocosmético) x efeito superficial e sensorial (cosmético).
  3. Indicação profissional: recomendável para dermocosméticos, dispensável para cosméticos comuns.
  4. Rotulagem: termo “dermocosmético” não é regulado, mas produtos de Grau 2 trazem promessas específicas no rótulo.
  5. Custo: geralmente maior nos dermocosméticos, devido a pesquisas, ativos concentrados e testes.

Riscos de usar o produto errado

Fórmulas potentes sem diagnóstico prévio podem desencadear:

  • Irritação, alergia ou coceira;
  • Descamação ou sensibilidade excessiva;
  • Acne por efeito rebote;
  • Caspas e inflamações no couro cabeludo.

A docente recomenda acompanhamento de dermatologista ou esteticista, já que o tratamento da acne, por exemplo, passa por fases que exigem ajustes periódicos.

Como escolher com segurança

Para montar uma rotina de cuidados efetiva, especialistas sugerem:

  • Avaliar o tipo de pele (oleosa, seca, mista ou sensível);
  • Observar se o produto informa o Grau 2 na embalagem;
  • Pesquisar ativos principais (vitamina C, ácido hialurônico, niacinamida) e suas concentrações;
  • Buscar orientação profissional antes de combinar ácidos ou retinoides;
  • Priorizar marcas com registro na Anvisa.

Uma rotina bem elaborada mistura cosméticos de limpeza básica com dermocosméticos de tratamento, evitando sobrecarregar a pele e otimizando resultados.

Mercado aquecido e consumidor mais informado

Com mais marcas disputando espaço, cresce também o conhecimento popular sobre ingredientes. Vitamina C para luminosidade e ácido hialurônico para hidratação figuram entre os mais procurados. No entanto, Claudete Carvalho pontua que somente um profissional sabe combinar ativos sem causar incompatibilidades químicas.

Diante da infinidade de opções, o consumidor corre dois riscos sem orientação: gastar em fórmulas que ficarão encostadas no armário e agravar problemas dermatológicos.

Para quem deseja acompanhar novidades de ingredientes e texturas que prometem dominar as prateleiras, recomendamos a leitura do nosso guia sobre apostas de tendências em cosméticos para a próxima estação, que detalha lançamentos e mostra como incorporá-los com segurança.

Dominar os conceitos de cosmético e dermocosmético é o primeiro passo para uma rotina de beleza mais inteligente, econômica e, sobretudo, saudável.

Continue explorando o site e descubra outras matérias exclusivas sobre cuidados pessoais e estilo de vida.

Com informações de Visor Notícias

Escrito por:

Priscila Moraes