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Creator economy impulsiona chegada da agência The Ace ao Brasil

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Eu acompanho de perto o universo da influência digital e me surpreendi ao ver como a creator economy ganhou força a ponto de atrair, de Londres, a agência The Ace para o Brasil.

Creator economy é o termo que define o mercado bilionário formado por criadores independentes que geram audiência, influência e receita a partir de conteúdo em redes como Instagram, TikTok e YouTube. Agora, esse ecossistema acaba de ganhar um novo player no país: a The Ace, agência fundada em 2018 na capital britânica, que oficializou a expansão para o mercado latino-americano em 25 de março de 2026.

Creator economy impulsiona chegada da agência The Ace ao Brasil

Com a profissionalização dos criadores, a gestão de carreira deixou de ser improviso e passou a exigir estrutura especializada. A The Ace surge justamente para suprir essa lacuna, oferecendo planejamento estratégico, negociação de contratos e posicionamento de longo prazo a um time enxuto de talentos escolhidos pelos critérios de criatividade, autenticidade e confiança.

O que está por trás do boom da creator economy

Segundo estudos de mercado, a economia de criadores já movimenta bilhões de dólares no mundo todo. Três fatores principais explicam o crescimento acelerado:

  • Monetização facilitada: plataformas oferecem recursos nativos para anúncios, assinaturas e compras in-app.
  • Demanda por autenticidade: consumidores valorizam vozes reais, capazes de criar comunidades engajadas.
  • Baixa barreira de entrada: smartphones e redes sociais democratizaram a produção de conteúdo.

Nesse contexto, influenciadores se tornam verdadeiras marcas pessoais, lançam produtos próprios e co-criam campanhas com empresas de moda, beleza e lifestyle. A necessidade de prolongar a relevância e evitar a saturação de imagem aumenta a busca por agências que dominem dados, tendências e conexões globais.

Os diferenciais da The Ace

Comandada pelas cofundadoras Elise Giraud e Marie-Laure Da Silva, a The Ace se destaca por:

  1. Visão internacional: primeira agência ocidental a colaborar com marcas de beleza sul-coreanas, há mais de cinco anos.
  2. Rede asiática: acesso privilegiado a tendências vindas de Seul e Tóquio, cada vez mais influentes na moda global.
  3. Time enxuto: portfólio restrito para garantir acompanhamento próximo e crescimento sustentável de cada criador.

No Brasil, a operação começa em São Paulo e pretende atender também México, Chile e Colômbia, reforçando a presença no LATAM. A estreia oficial ocorrerá no Influent Summit, em junho, evento que reúne profissionais e personalidades que moldam o futuro da creator economy.

Impacto para marcas e criadores brasileiros

Para as empresas, a chegada da The Ace significa acesso a estratégias que combinam dados de mercado europeu, expertise asiática e conhecimento local. Para os criadores, amplia-se a chance de parcerias com rótulos internacionais e de expansão de público fora do país.

Entre as oportunidades apontadas pela agência estão:

  • Integração de campanhas online e offline com foco em social commerce.
  • Licenciamento de produtos de beleza e moda em colaborações de curta tiragem.
  • Projetos de live shopping voltados ao público latino-americano.

Próximos passos do mercado

A profissionalização da economia de criadores indica que, nos próximos anos, a disputa não será apenas por alcance, mas por fit de valores entre influenciador, marca e comunidade. Agências que unam escala global e curadoria artesanal tendem a liderar essa fase.

Se você acompanha tendências de conteúdo, vale observar como a The Ace atuará para conectar talentos nacionais a marcas da Ásia, região que domina o segmento de K-Beauty e dita referências de estilo consumidas em todo o mundo.

Quer entender mais sobre como movimentos culturais influenciam o consumo? Recomendamos a leitura do artigo sobre tendências emergentes em nossa seção de Tendência, que aprofunda o tema com exemplos recentes.

Com o aporte de agências globais e o avanço de ferramentas de monetização, a creator economy brasileira deve se consolidar como um dos polos mais dinâmicos do setor, oferecendo terreno fértil para carreira e inovação.

Com informações de Steal The Look

Escrito por:

Priscila Moraes