Eu acompanho de perto as feiras de artesanato e percebi um movimento claro: quem domina pontos de crochê diferenciados está cobrando muito mais caro do que há poucos meses.
Complexidade virou regra, não exceção
O setor passa por uma revolução técnica. Modelos simples — a base do mercado por décadas — já não sustentam preços competitivos. Em 2026, a precificação está diretamente ligada à aparência tátil e visual das tramas. Consumidores exigem exclusividade, e isso começa na escolha do ponto.
Três técnicas despontam nas vitrines
- Pontos 3D e de relevo – Ponto Avelã, Ponto Pipoca e tranças em crochê geram mantas e almofadas robustas, com aspecto de peça de luxo.
- Mosaic Crochet – A troca de cores cria desenhos geométricos que lembram estamparia, ótima pedida para tapetes e decoração moderna.
- Pontos Faux Knit – Ponto Baixo Centrado em fio de malha ou Meio Alto na terceira alça em algodão entregam efeito idêntico ao tricô, ideal para roupas com visual clean.
Fio certo faz o desenho aparecer
- Lisos e mercerizados ressaltam o relevo, refletem luz e destacam cada laçada.
- Mesclados com contraste evitam poluição visual no mosaico: uma cor sólida no fundo e mesclado suave no desenho.
- Espessura uniforme é indispensável nos pontos que imitam tricô; variações distorcem a trama.
Autoridade que se paga em reais
Aprender gráficos complexos e apresentar técnicas inéditas ao cliente tira o produto da comparação com peças de massa. Quem oferece inovação passa a discutir arte, não preço.
Próximos passos no ateliê
A recomendação dos especialistas é simples: dedique tempo a amostras de novas texturas. Uma pequena amostra hoje pode ser o carro-chefe do próximo catálogo. O conhecimento técnico permanece, valoriza cada metro de fio e garante lugar de destaque nas prateleiras físicas ou virtuais.
Imagem: Davy anuel

