Eu acompanho o universo do artesanato há anos e me surpreendi ao ver como um simples fio consegue atrair tantos iniciantes em busca de descanso mental e criatividade. Aprender crochê deixou de ser desafio: com técnica certa, a evolução chega rápido e rendem peças reais logo nos primeiros dias.
Os quatro movimentos que sustentam qualquer receita
- Correntinha (corr) – base de quase todos os trabalhos; exige treino para manter tensão uniforme.
- Ponto baixo (pb) – estrutura firme, ideal para itens que precisam de resistência, como amigurumis e cestos.
- Ponto alto (pa) – versátil, acrescenta altura e maciez, fazendo mantas e blusas crescerem depressa.
- Ponto baixíssimo (pbx) – finaliza carreiras e permite “caminhar” sem criar volume visível.
Materiais que evitam frustração logo no início
- Evite fios pretos ou azul-marinho: tons claros mostram melhor onde inserir a agulha.
- Use agulha meio número acima do indicado no rótulo para compensar a tensão mais apertada do novato.
- Dê preferência a algodão ou mistos de boa torção; fios que soltam pêlos atrapalham a visão do ponto.
- Marcadores em primeiro e último ponto garantem laterais retas.
Desmanchar faz parte do processo
Quem começa a tecer logo percebe: desfazer carreiras não é perda de tempo, e sim treino extra para que mãos ganhem memória muscular. Profissionais experientes fazem ajustes constantemente até alcançar a tensão ideal.
Primeiros projetos para criar confiança
- Porta-copos redondos ou quadrados.
- Cachecóis simples em ponto alto.
- Amostras retangulares para testar combinações de textura.
Cada peça finalizada alimenta a motivação e mostra, na prática, que dominar a anatomia dos pontos torna a leitura de qualquer gráfico muito mais fácil.
Galeria passo a passo
Fotos ilustram onde inserir a agulha, como laçar o fio e a sequência dos movimentos essenciais. Basta escolher um gráfico simples, acompanhar o esquema e repetir até o gesto ficar natural.
Aprender crochê é, portanto, um percurso curto entre a primeira correntinha e a satisfação de dizer “eu que fiz”.
Imagem: Davy anuel

