Eu venho acompanhando de perto o avanço do artesanato têxtil e fiquei surpresa ao ver o cropped de crochê estilo corset se tornar peça-chave de quem busca elegância sem abrir mão do feito à mão.
Sofisticação que nasce no tear
A nova queridinha do guarda-roupa une a delicadeza do crochê à modelagem estruturada dos antigos espartilhos. O resultado é uma peça ajustada, capaz de valorizar a silhueta com liberdade de movimento — algo impensável nos tempos das barbatanas rígidas.
Estrutura que impressiona
• Pontos mais densos formam um “corpo” firme, dispensando forros pesados.
• A modelagem acompanha cintura e busto, garantindo sustentação sem desconforto.
• Linhas verticais alongam o tronco e reforçam o efeito corset.
Técnica em detalhe
Para chegar ao visual esculpido, artesãs recorrem a carreiras verticais ou pontos em relevo. A tensão do fio muda em áreas estratégicas, como base do busto e linha da cintura, enquanto pontos barra nas laterais e nas costas oferecem elasticidade suficiente para respirar e se mover.
Fio e agulha certos
• Algodão mercerizado de espessura média evita que a peça ceda após lavagens.
• Misturas de algodão com poliamida adicionam “efeito memória”, fazendo o top voltar ao tamanho original.
• Agulha levemente menor que a indicada no rótulo fecha a trama e sustenta melhor o formato corset.
Combinações que funcionam
- Jeans de cintura alta: contraste moderno entre denim rústico e crochê delicado, perfeito para o dia.
- Pantalonas de linho: look sofisticado e leve, ideal para jantares ou eventos ao ar livre.
- Sob blazers: base poderosa para sobreposições; o blazer aberto exibe a trama artesanal em produções criativas ou noturnas.
Acabamentos e ajustes
A amarração lace-up nas costas garante adaptação a diferentes corpos. Ilhoses metálicos ou alças reforçadas suportam a tensão do ajuste sem comprometer os pontos. Para um toque extra de luxo, bordados com miçangas ou paleta monocromática em nude, preto, terracota ou off-white transformam o top em peça atemporal, digna de permanecer no closet por anos.
Imagem: Júlio Cezar Lisboa

