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sexta-feira, janeiro 30, 2026
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Germanier viraliza abrindo alta-costura 2026 com Lisa Rinna

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Eu acompanho os desfiles de alta-costura há anos e me surpreendi quando vi Lisa Rinna surgir na passarela de Kevin Germanier em Paris. O momento foi um daqueles instantes que faz a plateia sacar o celular na hora.

No inverno passado, Rinna imortalizou a frase “É couture, querido, olha a etiqueta!” ao rebater o jornalista Loïc Prigent durante o show da Balenciaga. O bordão virou meme e, agora, rende um novo capítulo: a atriz abriu a apresentação de verão 2026 de Germanier usando um vestido preto com decote em laço e saia de tule ampla e armada.

Humor e recado sobre upcycling

Convidar Rinna não foi apenas diversão. Ao transformar o meme em ponto de partida, Germanier reforça a mensagem que o move desde a faculdade: fazer alta-costura a partir de materiais reaproveitados.

• Toda a coleção foi montada com excedentes fornecidos pelo grupo LVMH, dono de marcas como Dior, Louis Vuitton e Celine.
• O estilista suíço pesquisa técnicas de upcycling há mais de uma década, desde os tempos de Central Saint Martins, quando garimpava brechós para reduzir custos.
• A prática virou assinatura da etiqueta que ele lançou em 2018.

Reconhecimento e nova função na LVMH

Os resultados desse trabalho renderam prêmios internacionais e, em 2023, o convite para comandar a Prélude, linha que transforma estoque parado das maisons do conglomerado francês em novas peças.

Peças revelam e escondem o passado

Na passarela de verão 2026, apenas um look entrega a origem do tecido: um paletó usado ao contrário, com ombreiras servindo de peplum. Nos demais, o reaproveitamento passa despercebido. Entre os destaques:

  • ternos monocromáticos de alfaiataria limpa;
  • vestidos longos e midis com recortes no abdômen;
  • bordados pesados de plumas, lantejoulas, rendas e paetês.

Ausência sentida na passarela

Desta vez, não houve colaboração com o brasileiro Gustavo Silvestre. O crocheteiro recifense, parceiro de Germanier nas duas coleções anteriores e no prêt-à-porter desde 2022, ficou de fora. Faz falta ver as tramas desenvolvidas no projeto Ponto Firme, que desde 2015 capacita pessoas em situação de vulnerabilidade social por meio do crochê.

Modelo apresenta look de Germanier em Paris
Neide Souza

Escrito por

Neide Souza