Eu acompanho o universo da beleza há anos e me surpreendo toda vez que vejo como o corte pode salvar – ou arruinar – o efeito da progressiva. Fios quimicamente alisados ficam impecáveis no salão, mas qualquer tesourada mal-pensada compromete o liso, o brilho e até a densidade das pontas.
Por que o corte certo importa
Quem investe na química quer resultado alinhado e sem frizz. Porém, pontas já sensibilizadas costumam afinar com facilidade. Manter peso na extremidade, evitar degraus visíveis e realçar o caimento são pontos-chave para conservar o visual por mais tempo.
Cinco cortes aliados do liso extremo
- Chanel de bico com franja alongada – A base estruturada e a parte frontal levemente mais longa seguram o alinhamento e afinam o rosto sem marcar o cabelo.
- Long bob sólido – Versão reta, sem repicados excessivos. A ponta cheia preserva a densidade visual e evidencia o brilho conquistado na progressiva.
- Bob cut estruturado – Curto, prático e sem camadas exageradas. O acabamento com tesoura desfiadeira apenas nas pontas remove rigidez sem criar degraus.
- Corte reto longo com textura suave – Para quem não abre mão do comprimento, o profissional usa tesoura dentada, não navalha, garantindo peso e evitando pontas ralas.
- Franja cortininha leve – Tendência que segue forte em 2026. Emoldura o rosto, adiciona movimento e não interfere no caimento liso quando feita com precisão.
Erros que comprometem o resultado
- Camadas muito marcadas – o fio liso denuncia qualquer desnível.
- Uso de navalha – pode fragilizar ainda mais a fibra tratada quimicamente.
Manutenção para prolongar o efeito
- Hidratação de uma a três vezes por semana para repor água e nutrientes.
- Texturização moderada com tesoura desfiadeira, apenas para suavizar as pontas.
Seguir essas orientações garante fios lisos, alinhados e com frizz controlado por muito mais tempo, sem abrir mão de um corte atual e sofisticado.


