Eu acompanho de perto o avanço da moda artesanal e me surpreendi ao perceber como a regata de crochê com alça fina se tornou peça-chave dos dias quentes. A combinação de fibras naturais e construção manual elevou o item de “básico” a protagonista nas ruas e redes sociais.
Trama que deixa o corpo respirar
As pequenas aberturas entre os pontos funcionam como microventilação. O ar circula, o calor dissipa e a pele permanece fresca mesmo sob sol intenso, vantagem que versões industriais em malha compacta não oferecem.
Minimalismo a serviço da elegância
O corte reto e as alças finas valorizam ombros e colo. Inspirado nos anos 90, o desenho ganha força no crochê: alças podem ser tecidas junto ao corpo da peça ou aplicadas com trançados reforçados, solução que evita deformação ao longo do uso.
Fibras certas fazem toda diferença
• Algodão mercerizado: brilho discreto, toque suave e sensação “geladinha” no primeiro contato.
• Viscose de bambu: leve, fluida e com alta capacidade de absorver umidade.
Ao optar por fios leves, a regata não pesa quando absorve suor e mantém caimento impecável o dia inteiro.
Paleta que conversa com qualquer armário
Tons naturais (cru, areia, fendi) reforçam a ideia de guarda-roupa cápsula. Já cores solares, como coral, turquesa e amarelo-lima, destacam o bronzeado. Para quem prefere discrição com personalidade, terracota e marrom-tabaco trazem sofisticação urbana.
Combinações que multiplicam o uso
- Urbano casual: jeans claro + sandália rasteira criam contraste moderno entre brim e crochê.
- Sofisticado: calça de alfaiataria cintura alta + cinto fino equilibram o artesanal com o formal.
- Praia e resort: sobre o biquíni, acompanhada de saia longa fluida ou short de linho, resolve o pós-praia.
Manutenção para durar muitas temporadas
Lave à mão com sabão neutro, sem esfregar. Seque sobre toalha, à sombra, e guarde dobrada: pendurar em cabide fino pode esticar as alças. Assim, a elasticidade dos pontos e o ajuste original permanecem intactos.
A regata de crochê prova que escolher bem um item básico pode simplificar o vestir diário, respeitar o clima e ainda valorizar o trabalho artesanal que não sai de cena ano após ano.
Imagem: Júlio Cezar Lisboa

