Como vocês sabem e u acompanho o circuito de moda e me surpreendi ao ver as caveiras retomarem espaço nas vitrines brasileiras às portas de 2025. A movimentação confirma o avanço do Summer Goth, estética que traduz o universo gótico para o clima tropical e já aparece como uma das grandes apostas do ano, segundo análises de Vogue e WGSN.
O que é o Gótico de Verão
Summer Goth ou Gótico de Verão troca o veludo pesado e as botas quentes por tecidos leves. Preto surge em versões tecnológicas, transparências, laise, linho e rendas. A proposta mantém o ar sombrio, mas permite circular sob temperaturas altas sem abrir mão do visual dark.
Da passarela de McQueen ao luxo atual
Falar em caveiras na moda remete diretamente a Alexander McQueen. No início dos anos 2000, o estilista britânico elevou o símbolo rebelde à categoria de ícone de luxo com seus lenços de seda estampados. Duas décadas depois, o motivo volta a ganhar força, agora alinhado ao romantismo sombrio que pauta 2025.
Skull mania: estética repaginada
Os crânios aparecem mais artísticos e integrados à natureza. Detalhes de flores, texturas e metais envelhecidos atualizam o desenho. A releitura resgata a pegada Indie Sleaze dos anos 2010, mas com a sofisticação exigida pelo mercado de acessórios atual.
Imagem: suhellendolenga.com.br
Tendência sem perder identidade
Especialistas alertam para o risco de aderir cegamente ao movimento. A recomendação é filtrar a moda de acordo com o estilo pessoal. O podcast “Falando sobre estilo com uma Metalhead”, recém-publicado, reforça a importância de conciliar autenticidade e novidade.
Como inserir a estética no dia a dia
- Nos detalhes: escolha um anel, presilha ou bolsa com caveira.
- No contraste: combine uma peça Summer Goth com itens leves e fluidos de verão.
- Pergunte-se: a peça faz sentido na rotina ou é apenas impulso de tendência?
O retorno das caveiras e a popularização do Summer Goth ilustram a natureza cíclica da moda. Ao adaptar referências sombrias ao calor tropical, o mercado abre espaço para novos produtos sem exigir que o consumidor abra mão da própria identidade.
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