Eu acompanho o mercado de artesanato de perto e fiquei surpresa ao ver como simples ajustes transformam um tapete de crochê comum em peça segura, digna de vitrine profissional.
Segurança sem perder o charme
O tapete de crochê continua figurinha carimbada na decoração brasileira, mas pisos lisos representam perigo real, principalmente em casas com crianças ou idosos. A solução passa por camadas antiderrapantes que não interferem na aparência da trama.
Três caminhos para aderência máxima
- Resina antiderrapante (látex líquido)
Aplicada com pincel ou rolo no verso do tapete, forma película transparente e flexível. Duas demãos finas, com secagem completa entre elas, garantem aderência de padrão industrial. O látex penetra nas fibras, o que evita desprendimentos mesmo após muitas lavagens. - Silicone líquido ou cola quente
Opção econômica e rápida. Em vez de cobrir toda a peça, criam-se pontos ou linhas nas bordas e no centro. Se recorrer à cola quente, mantenha a peça bem esticada. O silicone exige 24 h de cura antes de o tapete tocar o piso, prevenindo aderência permanente indesejada. - Spray antiderrapante
Escolha prática para produção em série. A névoa adere sem alterar textura do barbante, ideal para passadeiras ou jogos de banheiro. A proteção resiste menos a lavagens intensas que o látex, portanto funciona melhor em peças que sofrem pouco atrito.
Manutenção prolonga a proteção
- Evite água sanitária: ela resseca o látex e o silicone.
- Dispense secadoras em alta temperatura; o calor excessivo pode derreter a camada aderente.
- Prefira secagem à sombra para conservar a flexibilidade das fibras.
Resultado: peça valorizada e segura
Adicionar antiderrapante discreto transforma o artesanato em item profissional, reduz o risco de quedas e aumenta a confiança de quem adquire o tapete. A escolha do método ideal depende do tipo de piso e da intensidade de uso, mas a meta permanece a mesma: manter o visual impecável enquanto a peça “gruda” no chão.
Imagem: Júlio Cezar Lisboa

