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Polvinhos de crochê confortam bebês na UTI de Apucarana

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Polvinhos de crochê feitos à mão chegaram, nesta terça-feira (24/3), à UTI Neonatal do Hospital da Providência Materno Infantil, em Apucarana. A iniciativa, liderada pela Secretaria Municipal da Mulher e Assuntos da Família (Semaf) com apoio da cooperativa de crédito Sicoob Aliança, destinou 100 unidades do brinquedo terapêutico aos recém-nascidos prematuros.

Eu acompanho, há anos, projetos de humanização hospitalar e fiquei especialmente tocada quando soube dessa entrega: cada ponto de crochê carrega a esperança de tornar o ambiente clínico menos assustador para famílias e bebês.

Polvinhos de crochê confortam bebês na UTI de Apucarana

A doação é resultado do trabalho voluntário das artesãs que compõem a Rede de Mulheres Solidárias. Elas utilizam fio antialérgico e seguem rigorosos padrões de higiene para garantir a segurança dos pequenos pacientes. Segundo a primeira-dama e secretária da Semaf, Karine Mota, o projeto é contínuo há cerca de sete anos. “Nós adquirimos os materiais em parceria com o Sicoob e fornecemos às artesãs. É um gesto simples, mas que oferece muito conforto às crianças”, afirmou.

Por que os polvinhos ajudam os prematuros?

O coordenador da UTI Neonatal, Éder Paulino, explicou que os tentáculos macios do brinquedo simulam o cordão umbilical, remetendo ao ambiente intrauterino. Isso reduz o estresse e melhora a sensação de proteção:

  • Contato reconfortante: o bebê agarra os tentáculos, diminuindo agitação.
  • Menos interferência em sondas: ao segurar o polvinho, a criança tem menos chance de puxar cateteres ou acessos venosos.
  • Bem-estar emocional: o toque suave favorece estabilidade dos batimentos cardíacos e da respiração.

A diretora-geral do hospital, Irmã Geovana Ramos, reforçou que pequenos gestos de humanização colaboram para a recuperação clínica e para o alívio da ansiedade das famílias.

Como o projeto é mantido

Cada polvinho exige dedicação artesanal: escolha de fio 100 % algodão, enchimento antialérgico e esterilização antes da entrega. A Semaf fornece insumos, enquanto as artesãs doam tempo e habilidade. “Seguimos reforçando a rede de voluntariado porque a demanda é constante”, disse Karine Mota.

Para quem deseja colaborar, a secretaria aceita doações de material ou inscrições de novas crocheteiras. O objetivo é manter estoque regular para suprir a ala neonatal durante todo o ano.

Impacto social e continuação

Além do benefício imediato aos bebês, a ação fortalece laços comunitários: envolve poder público, iniciativa privada e terceiro setor em uma mesma causa. A cooperação, segundo o Sicoob Aliança, integra a política de responsabilidade social da cooperativa.

Projetos como esse reforçam a tendência de unir artesanato e saúde. Se você gosta de crochê e quer aprender novos pontos, confira o tutorial completo que publicamos recentemente em “5 pontos de crochê para iniciantes” e descubra como transformar sua habilidade em gesto solidário.

Com iniciativas simples e contínuas, Apucarana mostra que a empatia pode sair da linha e da agulha diretamente para os berços hospitalares. A expectativa da Semaf é repetir a entrega nos próximos meses, garantindo que cada novo prematuro receba seu próprio companheiro macio.

Quer saber mais sobre ações solidárias e tendências do artesanato? Continue navegando em nosso site para se inspirar e participar das próximas campanhas.

Com informações de Canal 38

Escrito por:

Priscila Moraes