Eu acompanho grandes campeonatos há anos e sempre notei a curiosidade do público sobre quem está do lado de fora dos gramados e das pistas. WAG é o termo que melhor descreve esse interesse crescente, mas nem todo mundo sabe o que significa ou por que essas mulheres atraem tanta atenção.
WAG é a sigla em inglês para “Wives and Girlfriends”, ou seja, esposas e namoradas de atletas de alto rendimento. O conceito surgiu no fim dos anos 1990, mas ganhou impulso nas redes sociais, onde bastidores de treinos, viagens e momentos familiares viraram conteúdo valioso para fãs de esporte, moda e lifestyle.
WAG: entenda o termo e veja por que elas bombam online
Mesmo que algumas rejeitem o rótulo – por considerá-lo redutivo – essas mulheres se tornaram personagens centrais no universo esportivo. Acompanham competições mundo afora, oferecem suporte emocional essencial e, de quebra, transformaram a proximidade com atletas em carreira digital lucrativa.
Do rótulo às redes: como tudo começou
O termo entrou no vocabulário pop durante a Copa do Mundo de 2006, quando tabloides britânicos seguiram cada passo de Victoria Beckham e companhia. Hoje, a exposição é impulsionada pela própria produção de conteúdo: Reels no Instagram, vídeos no TikTok e podcasts que detalham rotina, moda e, às vezes, polêmicas.
Por que o público não tira os olhos das WAGs?
Existem três fatores principais:
- Bastidores exclusivos – treinos fechados, deslocamentos em jatos privados e a preparação mental de atletas são mostrados em primeira mão;
- Estilo de vida aspiracional – looks de grife, eventos VIP e viagens frequentes despertam curiosidade;
- Identificação – muitas compartilham maternidade, estudos e negócios próprios, tornando-se referência além do relacionamento.
Influência que vira negócio
Com audiência engajada, diversas WAGs profissionalizaram as redes sociais. Patrocínios, linhas de roupa, podcasts, campanhas de beleza e ações filantrópicas entraram na agenda. A série “Convocadas”, produzida para a Copa do Mundo, exemplifica como marcas enxergam valor na perspectiva feminina dos campeonatos.
Elas que comandam a torcida: quem são as WAGs mais comentadas
- Victoria Beckham – ícone fashion antes mesmo de se casar com David Beckham; transformou idas ao estádio em passarela.
- Isabella Rousso – estudante de medicina que customiza looks para apoiar Gabriel Martinelli.
- Kylie Kelce – ex-jogadora de hóquei de grama e hoje apresentadora do podcast “Not Gonna Lie”.
- Duda Fournier – nutricionista, integrante do elenco de “Convocadas” e parceira de Lucas Paquetá.
- Antonela Roccuzzo – modelo, embaixadora da UNICEF e esposa de Lionel Messi.
- Gabriely Miranda – presença aguardada nas arquibancadas para apoiar Endrick.
- Ayan Broomfield – ex-tenista profissional que namora Frances Tiafoe e atua em projetos sociais.
- Jelena Djokovic – diretora da Novak Foundation, sempre vista nos Grand Slams.
- Jordyn Woods – influenciadora de streetwear e parceira de Karl-Anthony Towns.
- Ana Zortea – ex-nadadora que mostra os bastidores da NBA ao lado de Miles McBride.
- Kelly Piquet – modelo brasileira que acompanha Max Verstappen em todos os GPs.
- Alexandra Leclerc – fundadora da Corazones Unidos e namorada de Charles Leclerc.
Moda e esporte: união que dita tendência
Em arenas, estádios e paddocks, grifes de luxo disputam espaço no feed das WAGs. As imagens geram engajamento instantâneo e viram referência de street style. Marcas entendem que a camisa do time combinada a bolsa de alta moda é publicidade orgânica que alcança milhões.
Impacto nos atletas e além
Especialistas em psicologia esportiva apontam que apoio familiar melhora foco e desempenho dos competidores. O relacionamento próximo, somado à rotina de viagens, faz das WAGs parte crucial da engrenagem de alto rendimento. Ao compartilharem essa vivência, elas humanizam ídolos e criam narrativas que fidelizam torcedores.
Reação ao termo WAG
Embora amplamente usado, o acrônimo sofre críticas por resumir mulheres a vínculos amorosos. Algumas preferem ser chamadas apenas pelos próprios nomes ou profissões. Ainda assim, a sigla permanece útil para explicar o fenômeno de maneira rápida na mídia e nas buscas do Google.
O futuro do movimento
Com a temporada de Fórmula 1, Grand Slams de tênis e Copa do Mundo no horizonte, a tendência é que novas caras surjam e outras se tornem cases de empreendedorismo digital. Parcerias com marcas de sustentabilidade, bem-estar e tecnologia esportiva já despontam como próximos passos.
Se você gosta de acompanhar como moda e esporte se cruzam, vale também conferir as tendências que analisamos na editoria de tendência do site.
Agora que você sabe o que significa WAG e por que essas mulheres geram tanto buzz, fique de olho nos próximos campeonatos: as arquibancadas prometem tantos looks e histórias quanto o espetáculo dentro de campo.
Com informações de Steal The Look
